Política

Corte de patrocínio reduz movimentação econômica da Parada LGBT+; entenda

Com o abandono de cerca de 60% dos patrocinadores, a Parada LGBT+ de São Paulo deve movimentar 15% do que a edição anterior, em 2025.  |  Foto: Paulo Pinto/Reprodução Agência Brasil

Publicado em 07/06/2026, às 08h00   Foto: Paulo Pinto/Reprodução Agência Brasil   Gabriela Pessanha

A 30ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo será realizada neste domingo (7) com 60% de redução no investimento dos patrocinadores. O reflexo deverá ser observado na movimentação econômica da manifestação. 

O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), Nelson Matias Pereira, afirmou à Agência Brasil que os cortes de investimento afetaram a organização da Parada e ações sociais e culturais da associação

Eu sei que é um ano difícil, é um ano em que a gente vai ter Copa, é um ano político, mas essa redução já vem se desenhando há um tempo.

Dias antes do evento, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação o Projeto de Lei nº 50/2025, do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que prevê a proibição de menores de 18 anos em eventos que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+, especialmente a Parada do Orgulho LGBTQIA+”

A determinação reforça que a proibição de crianças e adolescentes na manifestação independe da presença dos pais ou responsáveis no local.

O texto também prevê a transferência de manifestações que abordem a temática LGBT+ para espaços privados, com controle de entrada e proibição de ocupação de vias públicas. 

As determinações do PL interferem diretamente na organização e funcionamento da Parada no formato em que ela foi realizada nos últimos 30 anos. 

Em 2026, a Parada LGBT+ tem como tema o poder da mobilização popular com o tema "A rua convoca. A urna confirma". A concentração começa às 10h na Avenida Paulista.

Parada LGBT+ chega à 30ª edição em São Paulo neste domingo (7) - Foto: Marcelo Camargo/Reprodução Agência Brasil

Reflexo econômico dos cortes de investimento na Parada

Em 2025, a previsão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) indicava que a 29ª Parada LGBT+ iria movimentar R$ 548,5 milhões. Na ocasião, o valor representava aumento de 16% em relação à edição de 2024. 

Este ano, o cenário é oposto. Segundo o g1, a ACSP divulgou que a arrecadação neste ano deverá reduzir 15%. 

O volume esperado pela Associação Comercial é de R$ 466,2 milhões e considera gastos com bares, restaurantes, hotéis, turismo, transporte, comércio informal e venda de acessórios. 

Para a ACSP, a redução está ligada diretamente à perda de patrocinadores. 

Em suas redes sociais, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) divulgou um vídeo em que lista as empresas que deixaram de patrocinar a manifestação em 2026.

Nós por nós. pic.twitter.com/hZYleczC7k

— Guilherme Cortez (@cortezpsol) June 5, 2026

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