Política
Publicado em 27/08/2026, às 14h46 Foto: Reprodução/Instagram Amanda Ambrozio
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco réus investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Presidente Venceslau e assinada pelo juiz Matheus Aquino Pirola Kruger.
Além de Deolane, permanecem presos preventivamente Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Segundo o SBT News, a análise ocorreu após o período de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para a revisão das prisões preventivas.
Segundo o magistrado, o fim desse prazo não resulta automaticamente na soltura dos acusados. É necessário verificar se continuam presentes os indícios de autoria e materialidade, além dos riscos associados à liberdade dos investigados.
Segundo a decisão, relatórios do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), da Polícia Civil de São Paulo, e informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentações financeiras milionárias.
As operações teriam envolvido depósitos fracionados, empresas de fachada, interpostas pessoas e instituições de pagamento.
O juiz também considerou que os motivos que levaram às prisões continuam atuais. De acordo com a decisão, os crimes investigados teriam natureza permanente e a estrutura financeira atribuída aos réus teria continuado a se desenvolver.
O documento cita ainda supostos planos de internacionalização societária e reorganização patrimonial como elementos que justificariam a manutenção das prisões.
Em relação a Marco Willians e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, a decisão aponta elementos que, segundo a acusação, os vinculariam à cúpula da organização criminosa e ao controle de fato da chamada Transportadora Lado a Lado, apontada como ponto de partida da estrutura investigada por lavagem de dinheiro.
O magistrado cita conversas extraídas de um celular apreendido e manuscritos encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Segundo a decisão, mesmo após a transferência dos irmãos para o sistema penitenciário federal, eles continuariam exercendo influência sobre subordinados e sobre negócios que, de acordo com a acusação, seriam utilizados para lavagem de dinheiro.
O juiz também manteve a prisão preventiva de Everton de Sousa, conhecido como “Player” e “Temer”.
Segundo a decisão, ele teria exercido funções de intermediação financeira e fiscalização dentro da estrutura investigada.
A manutenção das prisões ocorre enquanto o processo continua em tramitação e as acusações apresentadas contra os réus ainda são analisadas pela Justiça.
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