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Política

Efeito Campopiano: após eleições, buscas por feminismo atingem maior patamar desde 2023

Dados do Google Trends apontam aumento nas buscas pelo termo “feminismo” após a eleição da deputada federal pelo PL de São Paulo  |  Eduarda Campopiano - Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 07/10/2026, às 11h00   Eduarda Campopiano - Foto: Reprodução/Instagram   Amanda Ambrozio

A eleição de Eduarda Campopiano (PL) para deputada estadual de São Paulo foi acompanhada por uma forte alta nas buscas por informações sobre feminismo no Google. Aos 23 anos, a influenciadora fez do combate ao movimento uma das principais bandeiras de sua campanha e se apresenta publicamente como antifeminista.

Dados do Google Trends mostram que o interesse pelo tema mais que dobrou no Brasil nos últimos sete dias, com alta de 110%. Na quarta-feira (5), as pesquisas atingiram o maior nível de interesse registrado no país desde março de 2023.

O movimento ganhou força principalmente após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4). Desde então, as buscas relacionadas ao feminismo quase triplicaram, com crescimento de 180%.

Foto: Divulgação
Foto: Reprodução/Instagram

“O que é feminismo?” lidera buscas

Entre as principais dúvidas pesquisadas pelos brasileiros estão “o que é feminismo?”, “o que é antifeminismo?”, “o que é ser feminista?”, “o que o feminismo conquistou?” e “o que o feminismo defende?”.

A pergunta “o que é antifeminista?” chegou à segunda posição entre as buscas relacionadas ao feminismo no país desde domingo, atrás apenas de “o que é feminismo?”.

O aumento do interesse também foi registrado em diferentes regiões. O Brasil aparece em primeiro lugar no ranking mundial de interesse relativo pelo tema, tanto considerando as últimas 24 horas quanto os últimos sete dias.

Entre os estados brasileiros, São Paulo ocupa a primeira posição nos dois períodos analisados, segundo o UOL.

Eduarda colocou antifeminismo no centro da campanha

Eduarda Campopiano foi a candidata a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026, com 1.956.238 votos. O resultado representa a segunda maior votação da história para uma candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), atrás apenas dos 2.060.786 votos obtidos por Janaína Paschoal em 2018.

A influenciadora já havia construído sua projeção nas redes sociais com pautas conservadoras e críticas ao feminismo. Durante a campanha, afirmou ser “uma mulher conservadora, antifeminista” e fez da oposição ao movimento um tema recorrente de suas publicações.

Em uma declaração durante a campanha, Campopiano defendeu o combate ao feminismo e a outras pautas que classifica como parte de uma “ideologia de gênero”.

“É isso que a gente precisa mudar, é com tudo isso que a gente precisa acabar. Existe uma ‘esquizofrenia ideológica’ também. Com relação a ideologia de gênero, com relação a feminismo, tudo isso, e existem parlamentares trans querendo presidência, de comissões de mulher, existe tudo isso. A gente precisa combater todas essas frentes.”

Deputada eleita acumula polêmicas

Maria Eduarda Campopiano Monteiro também já se envolveu em outras controvérsias por declarações relacionadas a feminismo, aborto, indígenas, cotas raciais e população LGBT+.

Nesta semana, a deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) apresentou uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Campopiano. A parlamentar pediu a investigação de uma publicação feita contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL), alegando possíveis práticas de transfobia e violência política de gênero.

Campopiano foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, em 2024. Dois anos depois, ampliou a votação e conquistou uma cadeira na Alesp com uma das maiores votações da história do Legislativo paulista.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloTransfobiaEduarda campopianoFeminismoAntifeminismoGoogle trends

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