Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 05/10/2026, às 15h35
Lucas Pavanato (PL) e Eduarda Campopiano (PL) comemoraram as votações recordes nas eleições de São Paulo ao som de um funk com críticas ao PT e à esquerda.
Os dois foram os candidatos mais votados para deputado federal e estadual no estado, respectivamente.
Pavanato recebeu 3.038.438 votos, a maior votação já registrada por um candidato a deputado federal em São Paulo.
Já Eduarda Campopiano liderou a disputa para a Assembleia Legislativa, com a maior votação entre os candidatos ao cargo.
Durante a comemoração, uma música com referências ao crescimento da direita foi tocada. “Fora PT, aqui não é teu lugar. Tamo dominando tudo e ninguém consegue brecar”, diz um dos trechos.
Em outro momento, o grupo canta: “A direita tá chegando, o bonde todo tá sem freio”.
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A eleição para deputado federal foi a primeira de Pavanato para o cargo. Antes disso, ele havia sido eleito vereador de São Paulo em 2024, com 161.386 votos, tornando-se o mais votado da história da Câmara Municipal.
Ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Pavanato disputou uma vaga de deputado estadual em 2022 e recebeu mais de 36 mil votos, ficando como suplente.
Depois da eleição, aproximou-se do PL e passou a atuar politicamente ao lado de nomes como Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira.
O deputado também ganhou notoriedade por vídeos gravados em universidades, principalmente na USP, nos quais abordava estudantes para fazer perguntas sobre temas políticos.
Em uma dessas ações, realizada em 2023, Pavanato questionou estudantes sobre Karl Marx e Adam Smith. Uma estudante que apareceu em um dos vídeos entrou na Justiça e conseguiu uma indenização de R$ 8 mil.
Em maio de 2025, ele voltou à USP para uma nova ação, desta vez com a frase “Bolsonaro é melhor que Lula! Prove o contrário”.
Durante a campanha de 2026, Pavanato também protagonizou embates nas redes sociais com a deputada federal Erika Hilton (PSOL), que foi reeleita. Uma publicação feita pelo então candidato chegou a ser analisada pela Justiça Eleitoral.
Inicialmente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a retirada do conteúdo. Após recurso, porém, a maioria dos magistrados entendeu que não havia falsidade ou distorção grave suficiente para justificar a remoção.
A trajetória de Eduarda Campopiano também foi marcada por episódios que repercutiram nas redes sociais e no meio político.
A candidata ganhou projeção ao adotar um discurso conservador e ao se aproximar de pautas defendidas pela direita nas redes sociais. Durante a campanha, participou de ações e publicações que provocaram reações de adversários e usuários.
A deputada estadual eleita construiu parte de sua imagem política justamente por meio de conteúdos digitais e de um discurso voltado ao eleitorado conservador.
Em entrevista ao RedCast, ela afirmou: “Sou do PL, sou uma mulher conservadora, antifeminista”. A parlamentar se apresenta como “a maior inimiga das feministas”.
Sua oposição ao feminismo é uma das marcas de sua atuação pública. A deputada eleita defende uma agenda conservadora e já se posicionou contra determinadas pautas associadas ao movimento feminista.
A aproximação com Pavanato ficou evidente durante a campanha de 2026. Os dois fizeram dobradinha eleitoral, compartilhando eventos e mobilizações e reforçando a imagem de uma nova geração de políticos ligados à direita paulista.
Pavanato afirma ter três principais referências políticas: Jair Bolsonaro, Fernando Holiday e Nikolas Ferreira.
Apesar da proximidade com Nikolas, ele rejeita o apelido de “Nikolas de São Paulo” e afirma ter uma trajetória própria.
A votação recorde obtida neste ano consolidou Pavanato como uma das principais figuras da direita paulista e garantiu ao deputado uma projeção nacional.
Campopiano, por sua vez, chega à Assembleia Legislativa com a maior votação para deputado estadual em São Paulo e deve ocupar posição de destaque entre os parlamentares conservadores.
Após a divulgação do resultado, Pavanato afirmou que a votação demonstra a força do conservadorismo no estado e declarou que a direita “veio para ficar”.
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