Política
Publicado em 18/09/2026, às 13h31 Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil Marina do Val
Um levantamento inédito divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta uma redução histórica nos índices de poluição do Rio Tietê na saída da Grande São Paulo.
Nos dois primeiros trimestres de 2026, a carga diária de matéria orgânica transportada pelo rio caiu para 154 toneladas, o que representa uma diminuição de 26,7% em relação às 210 toneladas registradas por dia no mesmo período de 2025. Em 2024, esse volume alcançava 218 toneladas diárias.
A medição é realizada na barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Edgard de Souza, localizada em Santana de Parnaíba.
Por estar posicionada no ponto final da região metropolitana, essa estação monitora o volume de resíduos que o rio carrega após atravessar a mancha urbana mais populosa e industrializada do estado, antes de seguir rumo ao interior paulista.
Para mensurar a carga poluente de forma precisa e comparável entre períodos de seca e de chuva, a Cetesb cruza a vazão da água com a concentração de matéria orgânica.
A principal fonte de contaminação continua sendo o despejo de esgoto doméstico in natura. A decomposição desses resíduos orgânicos consome o oxigênio da água, gerando maus odores, inviabilizando a fauna aquática e comprometendo gravemente a saúde do ecossistema.
Outro pilar relevante para a recuperação do curso d'água é o programa Integra Tietê, lançado em 2023. A iniciativa abrange os 1.136 quilômetros de extensão do rio e atua em eixos como saneamento, saúde pública e desassoreamento.
Desde o início do programa, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados do leito do Tietê e do Rio Pinheiros, apenas em 2025, o volume removido de 2,3 milhões de metros cúbicos equivalia ao carregamento de cerca de 192 mil caminhões basculantes.
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