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Flávio Bolsonaro diz que “vai ter Bolsonaro na presidência sim” em ato na Paulista

Flávio Bolsonaro encerrou manifestação de 7 de Setembro com críticas a Lula e Alexandre de Moraes e apresentou propostas para eventual governo  |  Foto: Reprodução/Vídeo

Publicado em 07/09/2026, às 18h20   Foto: Reprodução/Vídeo   Andrezza Souza

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) encerrou, nesta segunda-feira (7), o ato bolsonarista realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorreu no feriado da Independência do Brasil e reuniu apoiadores do movimento com faixas e cartazes contra Lula e Moraes. O evento foi anunciado com os motes “Fora Lula, Fora Moraes”, “É agora ou nunca” e “O Brasil vai vencer”.

Logo no início do discurso, Flávio afirmou: “Vai ter Bolsonaro na presidência sim!”. Ele fez referência ao pai, Jair Bolsonaro, e disse que sua camisa era uma homenagem ao ex-presidente.

Flávio também citou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018 e relacionou a condenação do pai pelos atos de 8 de janeiro ao que chamou de uma “segunda facada”. Ele afirmou que recebeu de Bolsonaro uma missão política e que pretende continuar a disputa eleitoral mesmo diante dos riscos que, segundo ele, enfrenta.

Críticas a Lula e Moraes

Foto: Reprodução/Vídeo
Foto: Reprodução/Vídeo

Durante o discurso, Flávio voltou a atacar Alexandre de Moraes e afirmou que o ministro “vai cair”. O senador também declarou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.

Na avaliação de Flávio, o governo Lula e Moraes mantêm uma relação que prejudica o país. Ele também acusou o presidente de indicar integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal para perseguir Bolsonaro e seus aliados. As acusações foram feitas pelo candidato durante o discurso, sem apresentação de novas provas no ato.

O senador disse ainda que, caso seja eleito, pretende indicar cinco ministros para o STF. Segundo ele, os escolhidos deverão defender posições contrárias ao aborto e às drogas, além de respeitar a Constituição e não perseguir adversários políticos.

Flávio afirmou que pretende “resgatar a credibilidade” do Judiciário e declarou que “o Supremo não é Alexandre de Moraes”.

Propostas para eventual governo

Na parte final do discurso, Flávio apresentou propostas para um eventual governo. Entre elas estão a redução da maioridade penal, a redução de impostos e a classificação de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas.

Ele também defendeu a castração química para condenados por estupro e abuso de mulheres e afirmou que pretende aumentar a pena para autores de roubo de celulares.

Na área da saúde, prometeu implementar no Sistema Único de Saúde (SUS) práticas inspiradas no Hospital Israelita Albert Einstein. Também falou em ampliar creches, qualificação profissional e oportunidades de emprego para jovens.

Ao terminar, Flávio afirmou que pretende ser presidente também daqueles que não votarem nele. Em referência ao pai, disse esperar subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Jair Bolsonaro e receber dele a faixa presidencial.

O discurso terminou com a frase: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, seguida de “Até a vitória”.

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