Polícia

PM é preso no velório da esposa encontrada morta em Embu das Artes

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PM Vinícius Costa Silva teve a prisão temporária decretada pela Justiça e é investigado pela morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 07/09/2026, às 19h05



O policial militar Vinícius Costa Silva foi preso na tarde desta segunda-feira (7), durante o velório da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A informação foi publicada pelo Metrópoles.

A prisão temporária foi decretada pela Justiça após a Polícia Civil apontar elementos que precisam ser esclarecidos na investigação. O caso é tratado como morte suspeita, e o PM passou a ser investigado como suspeito de feminicídio. Ele foi apresentado pela Corregedoria da Polícia Militar e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Polícia apura circunstâncias da morte

Larissa foi encontrada sem vida na manhã de domingo (6), no banheiro da suíte da casa onde morava com Vinícius, no bairro Chácaras Bartira. Ela apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça.

A arma, registrada em nome do PM, foi encontrada sob o corpo da vítima. No local também foram apreendidos um coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como morte suspeita, diante da possibilidade de um disparo autoinfligido. Segundo o boletim de ocorrência, porém, não foi possível determinar de imediato como o disparo aconteceu ou se houve participação de uma terceira pessoa.

A Polícia Civil solicitou exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinícius. O objetivo é verificar a presença de vestígios compatíveis com disparo de arma de fogo e confrontar os resultados com os demais elementos da investigação.

A arma e os materiais encontrados na residência foram encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para exames balísticos. O corpo de Larissa também foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde deve passar por exame necroscópico.

Avó contesta hipótese de suicídio

A avó de Larissa, Maria Aparecida Morata, contestou publicamente a possibilidade de que a neta tenha tirado a própria vida. Em entrevista ao Metrópoles, ela afirmou que Larissa tinha planos para o futuro e negou que estivesse passando por um processo de separação.

“Ela tinha planos de vida”, disse Maria Aparecida. A avó também afirmou que Larissa “não se matou” e acusou o PM de ser responsável pela morte. As declarações, contudo, fazem parte do relato da família e ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

De acordo com o boletim, Larissa e Vinícius haviam conversado sobre o encerramento do relacionamento nas horas anteriores à morte. Uma irmã do policial também estava na residência naquele momento, cuidando do filho menor do casal.

A investigação continuará com a análise das perícias realizadas no imóvel, do exame necroscópico, dos exames residuográficos e dos resultados balísticos. O objetivo é esclarecer a posição da vítima e da arma, a trajetória do disparo e se a dinâmica encontrada é compatível com suicídio ou com a participação de outra pessoa.

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