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PM suspeito de matar esposa é levado para presídio militar em SP

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Vinícius Costa Silva foi transferido para o Romão Gomes após ter a prisão temporária decretada pela Justiça  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 07/09/2026, às 19h37



O soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, no Barro Branco, zona norte de São Paulo. Ele está preso temporariamente e é investigado pela morte da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A informação foi divulgada pelo Metrópoles, que apurou que o policial foi detido pela Corregedoria da Polícia Militar após a decretação da prisão. Ele foi levado inicialmente à delegacia de Embu das Artes e, depois, encaminhado à unidade prisional militar.

O Romão Gomes é o mesmo presídio onde está detido o tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da policial militar Gisele.

Morte de Larissa é investigada

Larissa foi encontrada morta na manhã de domingo (6), na suíte da residência onde morava com Vinícius. Ela apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça.

O revólver do PM estava sob o corpo da vítima. Vinícius afirmou às autoridades que Larissa teria cometido suicídio. O caso, porém, foi registrado inicialmente como morte suspeita, diante de uma “dúvida razoável” sobre a dinâmica do disparo.

A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e solicitou perícia no imóvel. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto a arma, o carregador, as munições e um estojo deflagrado foram apreendidos para exames.

Também foram solicitados exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinícius. Os resultados devem ser analisados junto aos demais elementos coletados durante a investigação.

Segundo o boletim, o casal havia conversado sobre o encerramento do relacionamento nas horas anteriores à morte. Os dois tinham um filho pequeno.

Defesa mantém versão de suicídio

A defesa de Vinícius classificou o caso como uma “fatalidade” e afirmou que o soldado sustenta desde o início que Larissa tirou a própria vida.

Em nota, o advogado declarou que o casal havia terminado o relacionamento no domingo, mas negou qualquer histórico de violência entre os dois. A defesa também afirmou que Vinícius mantinha uma relação de cuidado com o filho e que jamais teria cometido violência contra Larissa.

O advogado informou ainda que a irmã do policial estava na residência no momento dos fatos. Segundo a defesa, ela acionou o serviço de emergência e a Polícia Militar e prestou depoimento às autoridades.

A defesa também afirma que existem conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinícius nas quais ela teria mencionado pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual separação. O material deverá ser apresentado à investigação.

Avó contesta hipótese

A família de Larissa, por outro lado, rejeita a hipótese de suicídio. A avó da jovem, Maria Aparecida Morata, afirmou ao Metrópoles que a neta tinha planos para o futuro e negou que estivesse enfrentando problemas que pudessem indicar uma tentativa de tirar a própria vida.

“Ela tinha planos de vida”, declarou. Maria Aparecida também acusou Vinícius de ser responsável pela morte da neta. A acusação, porém, ainda é investigada pelas autoridades.

A Polícia Civil deve continuar a análise das perícias, dos depoimentos e dos exames balísticos e residuográficos para esclarecer como ocorreu o disparo e se houve participação de outra pessoa.

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