Política

França surge como favorito para compor chapa de Haddad em São Paulo

Nos bastidores, aliados avaliam que Márcio França pode ampliar o diálogo com o centro e fortalecer a campanha de Fernando Haddad em SP  |  Foto: Divulgação/PSB

Publicado em 03/06/2026, às 14h48   Foto: Divulgação/PSB   Marcela Guimarães

Uma nova reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-ministro Márcio França (PSB) é esperada nos próximos dias para tentar definir quem ocupará a vaga de vice na chapa petista ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo interlocutores das negociações, Lula e França já discutiram o tema na semana passada e combinaram que o ex-governador avaliaria os cenários antes de tomar uma decisão.

França é visto como favorito

Segundo a CBN, nos bastidores, aliados avaliam que França se tornou o nome mais forte para compor a chapa de Haddad.

A principal questão envolve o PSB abrir mão de uma candidatura própria ao Senado. Lideranças do partido acreditam que França poderia ajudar a melhorar o diálogo com eleitores de centro e fortalecer a campanha ao governo estadual.

Por outro lado, existe preocupação com a possibilidade de o partido perder espaço em uma das principais disputas do estado.

PSB avalia riscos e vantagens

Dirigentes da sigla consideram que França também teria competitividade em uma disputa ao Senado contra candidatos da direita.

A avaliação interna é que, caso a chapa de Haddad seja derrotada, o PSB corre o risco de ficar sem representação em uma disputa majoritária importante em São Paulo.

Definição pode sair ainda em junho

A expectativa é que a decisão seja tomada até a segunda quinzena de junho, quando França retorna ao Brasil após um período de férias.

A intenção é que o vice já esteja definido para participar das agendas de pré-campanha de Haddad, que tem investido em encontros temáticos e conversas com diferentes segmentos do eleitorado.

De acordo com uma fonte ligada à campanha petista, o cenário atual depende da aceitação de França (PSB), considerado hoje o nome mais provável para a vaga.

Experiência política pesa a favor

Entre os fatores apontados por aliados estão o bom relacionamento de França com prefeitos, deputados e vereadores, além da proximidade com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Também é lembrado o fato de ele já ter comandado o governo paulista entre abril de 2018 e janeiro de 2019, após a saída de Alckmin para disputar o Planalto.

Simone Tebet ganha nome para o Senado

Simone Tebet (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Por mais que uma mulher como vice seja vista de forma positiva por parte dos aliados, a avaliação é que a ex-ministra Simone Tebet (MDB) teria maior potencial eleitoral em uma candidatura ao Senado.

Caso França seja confirmado como vice, Tebet passa a ser considerada um dos principais nomes para disputar uma vaga no Senado em São Paulo.

Setores do PT também entendem que uma possível escolha de Tebet para ser a vice de Haddad poderia abrir espaço para questionamentos por parte dos adversários durante a campanha.

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