Política
Publicado em 15/09/2026, às 17h37 Foto: Divulgação/Prefeitura de São José dos Campos Marina do Val
Moradores de diferentes bairros de São José dos Campos enfrentam o acúmulo de resíduos nas ruas pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira.
A paralisação parcial dos coletores de lixo orgânico, iniciada na última segunda-feira (14), é promovida por funcionários da empresa terceirizada Ecco Liberty, que cobram melhorias nas condições de trabalho e benefícios.
Em locais como o bairro Chácaras Reunidas, sacos de lixo permanecem nas calçadas e as lixeiras continuam lotadas devido ao não cumprimento do itinerário previsto.
Segundo os trabalhadores mobilizados, o movimento prossegue por tempo indeterminado até que as pautas da categoria sejam atendidas.
Entre os principais motivos apontados pelos grevistas para a interrupção dos serviços estão a busca por melhorias no convênio médico, a reposição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como botas de trabalho adequadas, e o pagamento regular de horas extras acumuladas.
Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação (Siemaco) declarou que não participa do movimento e classificou a paralisação como ilegal.
De acordo com a entidade sindical, a adesão ao movimento atinge cerca de 30% da frota operacional da prestadora.
A Prefeitura de São José dos Campos informou ter sido surpreendida pelo movimento, afirmando que a paralisação começou sem qualquer aviso prévio.
Para mitigar o impacto no espaço urbano e conter riscos à saúde pública, o município acionou a Urbanizadora Municipal (Urbam) para estruturar e realizar uma coleta emergencial de resíduos comuns.
Em paralelo, a administração municipal notificou a Ecco Liberty pelo descumprimento das obrigações contratuais, ressaltando que adota as medidas administrativas cabíveis e exige o restabelecimento imediato da rotina integral de coleta.
Em posicionamento para o Gazeta de São Paulo, a Ecco Liberty afirmou que acompanha a paralisação e que mantém os canais de diálogo abertos com os colaboradores.
Em relação à assistência médica, a empresa declarou que o benefício continua ativo e é totalmente custeado pela companhia.
A prestadora explicou ainda que o contrato passou por recente substituição de operadora, o que gerou ajustes na rede de atendimento nas primeiras semanas, mas ressaltou que já adotou providências para ampliar a cobertura, reforçar o suporte aos funcionários e cumprir suas obrigações contratuais.
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