Política

"Breque dos apps": entregadores de 99 e iFood entram em greve em SP

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Movimento exige melhores tarifas e condições de trabalho; lideranças acionam MPT contra plataformas por suposta tentativa de esvaziar a paralisação  |   BNews SP - Divulgação Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 01/09/2026, às 17h06



Uma nova e expressiva onda de paralisação voltou a mobilizar massivamente os entregadores de aplicativo ao longo desta terça-feira (1º).

Batizado de "breque dos apps", o movimento nacional ganha força na capital paulista ao reunir centenas de motociclistas e ciclistas que exigem reajustes na remuneração, aumento no valor mínimo por corrida e condições dignas de trabalho diante do aumento do custo de vida.

Atos estratégicos na capital paulista

As manifestações em São Paulo ganharam forma nas primeiras horas da manhã. Um comboio expressivo, estimado em mais de 300 motociclistas, concentrou-se na região do Pacaembu, antes de partir em uma motociata itinerante por vias de grande fluxo. 

O grupo fez paradas estratégicas e promoveu protestos barulhentos em frente às sedes das principais operadoras do setor, como iFood e 99.

A movimentação gerou lentidão no trânsito local e chamou a atenção de motoristas e pedestres ao longo de todo o trajeto.

Denúncias de boicote ao movimento

Além do impacto direto nas ruas, o movimento estendeu a disputa para a esfera jurídica. Lideranças da categoria protocolaram uma notícia-crime e acionaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) contra plataformas que atuam no mercado paulista, incluindo a 99Food e a Keeta.

Em apuração do portal UOL, o entregador da categoria Júnior Freitas, que também concorre a uma vaga de deputado federal por São Paulo, denunciou manobras das plataformas para esvaziar a paralisação.

Segundo ele, as empresas teriam disparado ofertas relâmpago de bônus financeiro e promoções atrativas aos entregadores exatamente durante a data do protesto.

Os entregadores acusam as companhias de adotar práticas de cooptação anti-sindical para forçar os trabalhadores a permanecerem rodando e minar a adesão ao movimento.

Pauta de reivindicações da categoria

A pauta de reivindicações da categoria é ampla e busca acabar com problemas crônicos enfrentados no cotidiano das entregas. 

Os trabalhadores exigem o reajuste imediato das taxas, com aumento do valor do quilômetro rodado e da taxa mínima paga por corrida. 

Além disso, cobram maior segurança operacional, com suporte efetivo das empresas em casos de acidentes, furtos e roubos durante o expediente, e exigem total transparência nos algoritmos das plataformas, dando fim aos bloqueios sem direito a ampla defesa e estabelecendo regras claras sobre a distribuição dos serviços.

Classificação Indicativa: Livre

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