Política
Publicado em 11/06/2026, às 07h50 Foto: Criado por IA Andrezza Souza
A crise entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10) após uma série de bombardeios americanos contra alvos iranianos e o anúncio, por parte de Teerã, do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo.
Segundo autoridades iranianas, qualquer embarcação que tente atravessar a região poderá ser alvo das forças militares do país. A medida foi anunciada poucas horas depois de uma nova ofensiva aérea dos Estados Unidos, intensificando ainda mais a tensão no Oriente Médio.
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), os ataques foram realizados em "legítima defesa" e tiveram como alvo instalações militares iranianas no sul do país, incluindo sistemas de defesa aérea, radares e estruturas ligadas ao controle de drones. A ação ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar que responderia "com força" às ações iranianas na região.
Após os bombardeios, o alto comando militar iraniano declarou o fechamento imediato do Estreito de Ormuz, passagem considerada essencial para o comércio internacional de petróleo e gás natural.
A imprensa estatal iraniana informou que dois navios que teriam desrespeitado o bloqueio foram atingidos pelas forças do país. Também houve relatos de ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, incluindo bases aéreas utilizadas pelos Estados Unidos na região.
Em contrapartida, o governo americano afirmou que nenhum navio militar dos EUA foi atingido e sustentou que embarcações comerciais continuam transitando normalmente pelo estreito.
As autoridades iranianas também negaram declarações feitas por Donald Trump de que representantes de Teerã teriam solicitado o fim dos bombardeios.
Agências oficiais do Irã relataram explosões em cidades como Bandar Abbas, Sirik, Minab, Qeshm e Hengam, localizadas próximas ao Estreito de Ormuz.
Segundo informações divulgadas por veículos internacionais, os alvos americanos incluíram estruturas militares estratégicas, radares e centros de comando utilizados pelas forças iranianas.
A Guarda Revolucionária do Irã informou ainda que realizou ataques retaliatórios contra bases militares americanas instaladas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, ampliando o alcance do confronto para outros pontos do Oriente Médio.
Horas após a nova ofensiva militar, Donald Trump afirmou que os ataques americanos deverão ser interrompidos em breve caso um memorando de entendimento seja firmado entre os dois países.
Segundo o presidente americano, o conflito representa "o cessar-fogo mais violado da história", mas ele sinalizou que novas operações poderão ocorrer já nesta quinta-feira (11) caso não haja avanço nas negociações.
O governo iraniano, no entanto, reiterou que não pretende negociar sob ameaças militares e prometeu responder a qualquer nova ação dos Estados Unidos.
A escalada entre Washington e Teerã acontece em um momento de grande instabilidade no Oriente Médio e aumenta a preocupação da comunidade internacional sobre possíveis impactos na economia global e no abastecimento de energia.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas marítimas do mundo para exportação de petróleo, concentrando parte significativa do fluxo energético internacional. Um eventual bloqueio prolongado pode afetar os preços do petróleo e ampliar as tensões geopolíticas.
Apesar do agravamento do conflito, a seleção iraniana confirmou que manterá sua participação na Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, enquanto autoridades internacionais acompanham os desdobramentos da crise diplomática e militar entre os dois países.
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