Política

Lula cobra ritmo até o fim do ano e aponta avanços: ‘país voltou a funcionar’

Em reunião ministerial, presidente destaca resultados econômicos e sociais e reforça que governo deve manter ritmo até dezembro, sem paralisações  |  Foto: Ricardo Stuckert/PR.

Publicado em 01/04/2026, às 17h01   Foto: Ricardo Stuckert/PR.   Bianca Novais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo ainda tem uma série de entregas a concluir até 31 de dezembro e reforçou que não haverá espaço para desaceleração.

A declaração foi feita durante a primeira reunião ministerial do ano, realizada no Palácio do Planalto, com balanço das ações entre 2023 e 2025. As informações são da Agência Gov.

Segundo Lula, o país saiu de um cenário de desorganização para uma estrutura que voltou a operar. Ele destacou que, embora ainda distante de um cenário ideal, o Brasil avançou significativamente em diversas áreas e deve seguir no mesmo caminho.

O presidente também agradeceu aos ministros que deixam seus cargos e enfatizou a responsabilidade de garantir a continuidade das políticas públicas.

Balanço de resultados

Durante o encontro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, apresentou um panorama dos principais indicadores. Ele afirmou que o Brasil não apenas melhorou números, mas mudou de trajetória, com crescimento econômico, redução de desigualdades e fortalecimento institucional.

Entre os destaques, está a retirada de 26,5 milhões de pessoas da fome entre 2023 e 2024, além da queda expressiva da pobreza, com 8,7 milhões de brasileiros deixando essa condição. O país também registrou a menor taxa de desemprego da série histórica, de 5,4%, e aumento recorde no rendimento médio do trabalho, que chegou a R$ 3.742.

Na área social, programas ampliaram o alcance: o Farmácia Popular atingiu 27,3 milhões de beneficiados, enquanto o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40% em comparação a 2022.

Já na educação, 66% das crianças foram alfabetizadas na idade certa, e milhões de estudantes passaram a contar com iniciativas como escolas em tempo integral e incentivo financeiro no ensino médio.

Investimentos e infraestrutura

O governo também destacou o volume de investimentos. O Novo PAC soma R$ 1,8 trilhão, com execução significativa até o momento e alcance em praticamente todos os municípios do país.

Na habitação, a meta inicial de 2 milhões de moradias foi atingida antes do previsto, e um novo objetivo foi estabelecido.

Outras áreas, como energia, meio ambiente e agricultura, também apresentaram avanços. Houve redução relevante do desmatamento, expansão de programas sociais e crescimento expressivo do crédito rural.

Economia e perspectivas

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que o crescimento do PIB contribuiu para geração de empregos e aumento da renda. Ele também destacou a combinação entre estabilidade fiscal e políticas sociais como base para os resultados.

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