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Redes sociais: X muda algoritmo para período de Eleições no Brasil; entenda

Com o início oficial do período das eleições, X decidiu que perfis de candidatos não serão recomendados aos usuários, a menos que sejam seguidos  |  Foto: Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 17/08/2026, às 11h05   Foto: Reprodução/Agência Brasil   Amanda Ambrozio

A partir do último domingo (16), a rede social X (antigo Twitter) passou a adotar um filtro para impedir que contas e publicações de candidatos às eleições brasileiras sejam recomendadas a usuários que não as seguem.

A mudança ocorre com o início oficial do período eleitoral e atende a uma determinação da Justiça Eleitoral.

Publicações de candidatos deixam de aparecer no “Para Você”

A medida afeta principalmente a aba “Para Você”, que utiliza um sistema de recomendação para selecionar conteúdos de acordo com os interesses de cada usuário.

Com a mudança, contas oficiais de candidatos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como as publicações desses perfis, não poderão ser sugeridas pela plataforma para pessoas que não os seguem.

Os conteúdos, porém, continuam disponíveis normalmente nos perfis dos candidatos e podem ser acessados por quem procurar pelas contas.

A alteração segue a Resolução nº 23.610/2019 do TSE, que determina que plataformas com sistemas de recomendação excluam das sugestões contas oficiais de candidatos e suas publicações durante o período eleitoral.

A regra prevê exceção para hipóteses legais de impulsionamento pago.

Em comunicado, o X afirmou que os candidatos não terão suas contas suspensas e que a principal consequência da medida será sobre a visibilidade e o alcance das publicações.

Sede do TSE em Brasília, DF (Foto: Luiz Roberto/TSE)
Rede social X (Foto: Pexels)
Rede social X (Foto: Unsplash)
Em 2026, as eleições serão realizadas em outubro (Foto: Tania Rego/Agência Brasil)

X cria filtro específico para as eleições de 2026

Para implementar a regra, a plataforma desenvolveu o recurso “Brazil2026ElectionFilter”, responsável por retirar das recomendações conteúdos publicados por candidatos que não sejam seguidos pelo usuário.

Segundo o portal Metrópoles, o filtro reunia 651 contas até o momento da publicação. O código utilizado pela plataforma é público e pode ser consultado no repositório do algoritmo do X.

Medida provoca reação do governo Trump

A decisão também provocou reação nos Estados Unidos. Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos do governo Donald Trump, criticou a medida e afirmou que ela representa “censura imposta pelo Brasil”.

O episódio ocorre após um histórico de conflitos entre o X e autoridades brasileiras. Em 2024, a plataforma chegou a ficar suspensa no país por descumprir decisões judiciais.

A rede social voltou a operar depois de cumprir determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a nomeação de um representante legal no Brasil e a manutenção da estrutura jurídica da empresa X Brasil Internet Ltda.

Segundo o STF, as medidas foram necessárias para que a plataforma se adequasse ao ordenamento jurídico brasileiro.

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