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Sabesp usa potência maior que a da Fórmula 1 para abastecer 22 milhões na Grande SP

Estações elevatórias operam com motores equivalentes a dezenas de carros de Fórmula 1 para vencer desníveis e garantir o fornecimento diário de água  |  Foto: Divulgação/Sabesp.

Publicado em 08/02/2026, às 14h00   Foto: Divulgação/Sabesp.   Bianca Novais

O abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo depende de um conjunto de estações elevatórias com potência superior à de carros de Fórmula 1.

Operadas pela Sabesp, essas estruturas movimentam grandes volumes de água e permitem que o recurso chegue a áreas mais altas e distantes, atendendo cerca de 22 milhões de pessoas, conforme informações da Agência SP.

Essas estações funcionam de forma contínua e são projetadas para operar sem interrupções, superando desafios como longas distâncias, pressão do sistema e desníveis acentuados do terreno.

Foto: Divulgação/Sabesp.

A maior estação do sistema

A estação mais potente é a Elevatória de Água Bruta Santa Inês, localizada no Sistema Cantareira. Com cerca de 60 mil cavalos-vapor (CV), o equivalente à potência de aproximadamente 60 carros de Fórmula 1, a unidade bombeia cerca de 33 mil litros de água por segundo a uma altura de 120 metros.

A água captada nas represas do Cantareira, próximas à divisa com Minas Gerais, é bombeada até a represa Águas Claras. A partir desse ponto, o transporte segue por gravidade até a Estação de Tratamento de Água Guaraú, na zona norte da capital, antes de ser distribuída à população.

Como a potência é utilizada?

A comparação com veículos ajuda a dimensionar a capacidade dos motores. Um carro popular tem, em média, entre 80 e 120 CV, enquanto um carro de Fórmula 1 opera em torno de 1.000 CV.

Nas estações elevatórias, conjuntos de motores trabalham de forma integrada para empurrar a água continuamente, diferentemente dos automóveis, cuja potência é usada principalmente para gerar velocidade.

O bombeamento exige esforço constante, sem a possibilidade de aproveitar impulso, o que torna o funcionamento ininterrupto essencial para o sistema.

Outras estações estratégicas

Além da Santa Inês, outras unidades se destacam. A Elevatória Cachoeira do França, no Sistema São Lourenço, opera com cerca de 38 mil CV e transporta água da represa em Ibiúna até Vargem Grande Paulista.

A estação Guarapiranga, com aproximadamente 25 mil CV, envia água da represa para a estação de tratamento no Alto da Boa Vista. Já a Elevatória Theodoro Ramos, com cerca de 20 mil CV, reforça o abastecimento da zona sul da capital.

Essas estruturas permitem maior controle operacional do sistema de abastecimento, garantindo regularidade no fornecimento mesmo em cenários de estiagem ou variações climáticas. Com monitoramento permanente e manutenção especializada, as estações elevatórias são peças centrais para a segurança hídrica da Grande São Paulo.

Classificação Indicativa: Livre


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