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Saiba quem é sócia de produtora do filme que conta história de Bolsonaro

Empresária já atuou na campanha do deputado federal Mario Frias  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 02/06/2026, às 08h03   Reprodução/ Redes Sociais   Bernardo Rego

A empresária Karina Ferreira da Gama, alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação denominada  Wi-Fi Livre, que apura supostas fraudes em um contrato milionário com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), de sua propriedade, já fez campanha para o deputado Mário Frias (PL) e foi promotora de literatura cristã. 

Em um período de dois anos, a ONG fundada por ela passou de uma pequena entidade para fechar um contrato milionário de instalação de serviço de wi-fi gratuito na cidade de São Paulo. Criado em 1990, o ICB começou a assinar seus primeiros contratos com a prefeitura em 2018. Um dos primeiros eventos foi o "Encontro Literário IDE", de escritores gospel, entre 27 e 30 de setembro daquele ano, que teve um contrato de R$ 2,5 milhões assinado com a Secretaria Municipal da Cultura.

A realização do encontro teve ajuda dos vereadores da época, Souza Santos (Republicanos), Milton Leite (União Brasil), Noemi Nonato (Republicanos) e Atílio Francisco (Republicanos), que destinaram, respectivamente, emendas de R$ 1,33 milhão, R$ 500 mil, R$ 270 mil e R$ 400 mil para que o evento acontecesse no Auditório Elis Regina, no Anhembi, Zona Norte de São Paulo.

Já em 2024, pouco antes da eleição municipal que reelegeu o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a entidade de Karina foi a única empresa que apareceu para atender o chamamento público da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi nas periferias da cidade.

O acordo era que a empresa instalasse os 5 mil pontos de internet no período de, no máximo, 12 meses. Só que a empresa não conseguiu cumprir a meta e o contrato passou por três aditivos contratuais de data, que esticaram o prazo de instalação até 2029.

O valor anual de R$ 108 milhões passou para R$ 157 milhões, segundo a Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Karina e sua ONG, além da Secretaria de Inovação e Tecnologia. 

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TagsSão PauloBolsonaroFilmeInstituto Conhecer BrasilOngKarina ferreiraWi-fi livre

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