Política
Publicado em 01/06/2026, às 17h00 Foto: Gabriela Pessanha/BNews SP Gabriela Pessanha
As cadeiras do Plenário Juscelino Kubitscheck estiveram vazias durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de São Paulo desta segunda-feira (1°).
A situação observada não é inédita. Em abril, o BNews São Paulo acompanhou outras sessões em que o cenário era o mesmo.
O tempo de fala foi dividido entre os deputados estaduais Eduardo Suplicy (PT), Carlos Gianazzi (PSOL) e Paulo Reis (PT).
Na primeira fala, Suplicy comentou sobre o enfretamento às organizações criminosas e a importância de responsabilizar a democracia brasileira sem tutela externa.
"O Brasil precisa liderar o crime organizado com firmeza, a começar pelo envolvimento dos agentes do Estado. Mas, precisa fazer sobre liderança de suas instituições, de acordo com sua constituição", comentou.
Ao retornar ao palanque, ele abordou o repasse ilegal da gestão municipal para creches conveniadas mencionada na apuração da Folha de S. Paulo.
Para o deputado, a terceirização enfraquece a rede pública e precariza o trabalho educacional: "A educação infantil nao pode ser tratada como contrato de prestação de serviço administrada pela lógica do menor custo".
Em seu discurso, Gianazzi criticou a privatização da Sabesp e comparou a atividade do órgão ao da Enel.
"Hoje em dia, a Sabesp atingiu o padrão Enel de péssima qualidade. Ultrapassou a Enel, inclusive. Porque no Procon tem mais reclamações contra a Sabesp do que cintra a Enel, de tão grave que é a situação", comenta.
Reis focou na segurança da mulher e criticou a suposta ausência de pagamento de horas extras para policiais que realizam plantões.
Em seu discurso, Suplicy afirmou que o enquadramento do PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas de forma equivocada aumenta o risco de ingerência externa.
Ele comenta que, ao abordar facções, a atenção política costuma ser maior em áreas periféricas, com pouco foco na atuação das organizações criminosas em outras esferas.
"Pouco se discute sobre os sofisticados mecanismos financeiros que sustentam o tráfico de drogas, a corrupção de agentes do Estados, a lavagem de dinheiro e as redes políticas e econômicas que lucram com mercados ilícitos", afirma.
Para ele, esse recorte não é neutro e que o combate ao crime organizado exige inteligência policial, investigação patrimonial e cooperação internacional equilibrada.
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