Política

Transferências de Lula e Paulo Okamotto a Lulinha somam R$ 873 mil; entenda

Dados da quebra de sigilo bancário revelam movimentações financeiras de Lula e Lulinha, incluindo depósitos e aplicações  |  Foto: Divulgação

Publicado em 05/03/2026, às 15h01   Foto: Divulgação   Érica Sena

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou transferências que somam R$ 721,3 mil ao filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre julho de 2022 e dezembro de 2023.

Na mesma conta, o dirigente petista Paulo Okamotto transferiu R$ 152.488,39 em julho de 2022. Juntas, as movimentações totalizam R$ 873 mil, como citado pelo site Metrópoles.

Os dados constam na quebra de sigilo bancário de uma das contas de Lulinha. Segundo os registros, Lula fez um depósito de R$ 384 mil em 22 de julho de 2022, a partir de uma conta no Banco do Brasil em São Bernardo do Campo.

Na mesma data, Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo e diretor do Instituto Lula, realizou transferência identificada como “Depósito cheque BB liquidado”.

Aplicações financeiras

Dois dias após o repasse de julho de 2022, Lulinha aplicou R$ 386 mil no fundo BB Renda Fixa Longo Prazo High, voltado para títulos públicos e privados com rentabilidade atrelada ao CDI. Antes da transferência, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito e a aplicação, restaram R$ 10.199,12.

Em dezembro de 2023, Lula realizou outros dois pagamentos ao filho, nos valores de R$ 244,8 mil e R$ 92,4 mil, ambos no dia 27. Antes desses depósitos, a conta registrava saldo de R$ 5.196,55.

Foto: Divulgação

Após as novas transferências, que somaram R$ 337,2 mil, Lulinha aplicou cerca de R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil, incluindo o BB Referenciado DI Plus Estilo.

Segundo os extratos, após as aplicações houve débito de aproximadamente R$ 180 mil a título de taxa de custódia, o que levou a conta a apresentar saldo negativo próximo de R$ 2 mil.

Defesa e movimentações

A quebra de sigilo aponta que a conta movimentou cerca de R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025. Aliados de Lulinha afirmaram que parte dos recursos teria origem em herança.

A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, instância responsável pela investigação.

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