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Tratamento odontológico para mulheres vítimas de violência no SUS: o que está incluso?

Programa inclui novos equipamentos, como impressoras 3D e scanners, além de aumentar a rede de atendimentos odontológicos pelo Brasil  |  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Publicado em 09/03/2026, às 14h20   Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil   Marcela Guimarães

Na última quinta-feira (5), o Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer atendimento odontológico completo e gratuito para mulheres que sofreram violência.

A iniciativa inclui procedimentos como implantes, próteses, restaurações e outros tratamentos necessários para a recuperação bucal das vítimas. Também abrange ações focadas no enfrentamento da violência contra a mulher e à prevenção do feminicídio no país.

Estrutura criada para ampliar o acesso

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o programa contará com novos equipamentos que serão utilizados para fortalecer a rede pública de atendimento, como cerca de 500 impressoras 3D e scanners que serão utilizados em unidades odontológicas móveis espalhadas pelo país.

A expansão também envolve o aumento da frota desses veículos. Em 2025, 400 unidades foram entregues e outras 800 devem começar a operar até o final do ano, aumentando a capacidade de atendimento em regiões com menor acesso a serviços especializados.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Teleatendimento para vítimas

Outra parte do programa prevê a criação de um sistema de teleatendimento destinado a mulheres em situação de violência. A iniciativa começa a funcionar agora, no mês de março, em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

A expectativa é fazer o serviço crescer de forma gradual. Em maio, ele deve chegar às cidades com mais de 150 mil habitantes e, no mês seguinte, passar a atender em todo o Brasil.

Acolhimento como prioridade

Durante o anúncio da medida, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, destacou a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate à violência de gênero.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha”, afirmou.

Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência. A saúde integral das mulheres é a nossa prioridade”, garantiu o ministro.

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