Política

Governo de SP discute novas estratégias no combate à violência contra a mulher

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Com foco em tecnologia e atendimento humanizado, ações do movimento SP Por Todas foram mostradas com estratégias para evitar o aumento da violência  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/SSP-SP
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 08/01/2026, às 19h00



Nesta quinta-feira (8), o Governo de São Paulo reuniu representantes do poder público e da sociedade civil para discutir estratégias envolvendo o combate à violência contra a mulher.

O encontro ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e apresentou ações desenvolvidas pela Secretaria da Segurança Pública desde 2023.

A proposta é melhorar o diálogo entre especialistas, entidades e cidadãos, levantando sugestões para fortalecer políticas públicas de prevenção e proteção às vítimas. As iniciativas fazem parte do movimento permanente SP Por Todas.

Integração de dados e prevenção

Na reunião, especialistas destacaram a importância da integração de informações entre Polícias Civil e Militar, Defensoria Pública, Assistência Social e Secretaria da Saúde.

O objetivo é analisar casos de forma individualizada e antecipar respostas antes que a violência piore.

Um levantamento apresentado apontou que, entre janeiro e novembro de 2025, 72,9% das mulheres vítimas de feminicídio não haviam registrado boletim de ocorrência anteriormente, o que destaca a necessidade de aumentar o alcance dos canais de denúncia.

Combate à violência contra a mulher
Foto: Freepik

Estrutura de atendimento e tecnologia

O enfrentamento à violência de gênero é tratado como prioridade pelo estado. Desde 2023, autoridades policiais e equipes técnicas recebem capacitação específica para oferecer um atendimento humanizado às vítimas.

São Paulo conta atualmente com 142 Delegacias de Defesa da Mulher, além de salas especializadas em plantões policiais, Cabines Lilás em centros operacionais da Polícia Militar e espaços próprios para exames periciais. Novas unidades seguem em implantação.

O aplicativo SP Mulher Segura também ganha destaque. Desde seu lançamento, em março de 2024, a ferramenta registrou quase 7 mil acionamentos do botão do pânico, além de permitir o registro remoto de ocorrências. Hoje, mais de 42 mil mulheres utilizam o app.

Monitoramento de agressores

Outra frente de atuação envolve o monitoramento eletrônico de agressores liberados em audiência de custódia. Desde 2023, tornozeleiras eletrônicas passaram a ser usadas nesses casos, com acompanhamento constante das autoridades.

Com todas essas medidas, o governo estadual afirma manter a maior rede de acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência no país.

SP Por Todas

O movimento SP Por Todas reúne políticas públicas focadas na proteção, autonomia financeira, saúde e bem-estar das mulheres.

A iniciativa centraliza informações e serviços em uma plataforma digital e inclui ações recentes.

Classificação Indicativa: Livre

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