Política
Publicado em 11/07/2026, às 09h00 Foto: Magnific Andrezza Souza
A vacina da gripe continua sendo a principal forma de prevenção contra a influenza, doença respiratória que pode causar desde sintomas leves até complicações graves. Especialistas reforçam que a imunização deve ser realizada todos os anos porque os vírus da gripe sofrem mutações frequentes, exigindo a atualização da composição da vacina a cada temporada.
Além de diminuir o risco de infecção, a vacina da gripe contribui para reduzir hospitalizações, agravamentos da doença e mortes, principalmente entre pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis.
A vacina da gripe é produzida com vírus inativados e fragmentados, ou seja, não provoca gripe. O imunizante estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra as cepas do vírus influenza com maior probabilidade de circulação naquele ano.
Como os vírus influenza passam por alterações constantes, a fórmula da vacina é revisada anualmente para acompanhar as variantes que devem predominar durante a temporada de maior circulação.
Essa atualização é um dos principais motivos pelos quais a vacinação precisa ser repetida todos os anos.
No estado de São Paulo, a campanha de vacinação começou em março para os grupos prioritários e foi ampliada, em junho, para pessoas com mais de 6 meses de idade, conforme a disponibilidade de doses em cada município.
A dose anual faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais.
Também estão entre os públicos prioritários pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos, puérperas, pessoas com deficiência permanente, profissionais da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, profissionais das forças de segurança, trabalhadores portuários, funcionários dos Correios, pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional, entre outros grupos definidos pelas estratégias de vacinação.
Não. Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre a população.
Como utiliza vírus inativados, a vacina da gripe não é capaz de provocar a doença. Após a aplicação, algumas pessoas podem apresentar reações leves, como dor no local da aplicação ou mal-estar passageiro, respostas consideradas normais do organismo ao desenvolvimento da imunidade.
Embora muitas pessoas se recuperem da influenza sem complicações, a doença pode evoluir para quadros graves, como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade.
O vírus é transmitido principalmente por gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar, além do contato com superfícies contaminadas.
Por isso, autoridades de saúde recomendam manter a vacinação em dia, principalmente durante os períodos de maior circulação dos vírus respiratórios.
A vacinação é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios. Para receber a dose, a orientação é apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. Em alguns casos, integrantes de grupos prioritários também podem precisar comprovar a condição de saúde ou o vínculo profissional.
Além da vacinação, medidas como higienizar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios ajudam a reduzir a transmissão da influenza.
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