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Chuva de meteoros terá pico entre quinta e sexta; saiba como observar o fenômeno

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Mesmo com o brilho da Lua cheia, expectativa é de até 25 meteoros por hora durante o auge da Delta Aquáridas do Sul  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pexels/Roy Yang
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 30/07/2026, às 07h00



Quem gosta de observar o céu terá uma oportunidade especial entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31). A chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, uma das principais do Hemisfério Sul, atingirá o pico de atividade e poderá apresentar até 25 meteoros por hora em condições favoráveis de observação.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o fenômeno poderá ser visto a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos. Embora a Lua cheia reduza a visibilidade dos meteoros menos brilhantes, ainda será possível acompanhar parte do espetáculo no céu.

Melhor horário começa após 1h30

De acordo com especialistas, o período mais indicado para observar a chuva de meteoros começa por volta da 1h30 da madrugada.

Para aumentar as chances de visualização, a recomendação é procurar locais afastados da iluminação urbana, com céu limpo e pouca poluição luminosa. Também é importante direcionar o olhar para uma área ampla do céu, entre as direções noroeste e leste, sem fixar a atenção em um único ponto.

Os meteoros parecerão surgir da região da constelação de Aquário, característica que dá nome à chuva.

Lua cheia deve reduzir parte da visibilidade

Apesar de o brilho da Lua tornar o céu mais claro, o fenômeno ainda poderá ser apreciado. Segundo o astrônomo Marcelo De Cicco, membro da Sociedade Brasileira de Astronomia e coordenador do projeto Exoss, os meteoros mais intensos continuarão visíveis mesmo durante o período de Lua cheia.

A atividade da chuva também pode variar naturalmente, fazendo com que boas condições de observação se estendam entre as madrugadas de quinta para sexta e de sexta para sábado.

O que provoca uma chuva de meteoros?

As chamadas "estrelas cadentes" são, na verdade, pequenos fragmentos deixados por cometas ou, em alguns casos, por asteroides. Quando a Terra cruza essas regiões do espaço, essas partículas entram na atmosfera em alta velocidade e se aquecem devido ao atrito com o ar, formando os rastros luminosos observados da superfície.

Esses fragmentos podem atingir velocidades entre 40 mil km/h e 260 mil km/h. Em alguns casos, quando o brilho supera o do planeta Vênus, o fenômeno recebe a classificação de bólido.

Normalmente, cada meteoro permanece visível por menos de um segundo, embora os mais brilhantes possam ser observados por alguns segundos antes de desaparecer.

Como fotografar o fenômeno

Foto: Pexels/Erik Schereder
Foto: Pexels/Erik Schereder

Quem pretende registrar a chuva de meteoros deve posicionar a câmera em uma região do céu distante da Lua para reduzir a interferência da luminosidade.

Especialistas recomendam utilizar exposições prolongadas, de aproximadamente 10 segundos, além de um valor elevado de ISO para aumentar a sensibilidade da câmera à luz.

Próximo grande espetáculo será em agosto

Depois da Delta Aquáridas do Sul, o próximo grande evento astronômico previsto é o pico da chuva de meteoros Perseidas, marcado para 12 de agosto.

No Brasil, a observação desse fenômeno costuma favorecer principalmente as regiões Norte e Nordeste, embora sua intensidade seja maior no Hemisfério Norte.

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