Polícia

Chuvas deixam mortos e desaparecidos e provocam estragos na Grande SP

Foto: Reprodução/TV Globo
Além de mortes e desaparecimentos, chuva forte causou alagamentos, desabamentos, quedas de árvores e bloqueios em rodovias e vias da Grande SP  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Globo
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 13/09/2026, às 18h30



O Corpo de Bombeiros encontrou neste domingo (13) o corpo de uma das pessoas arrastadas por uma enxurrada em Jandira, na Grande São Paulo. Uma segunda vítima já havia sido localizada com vida, enquanto outra permanece desaparecida.

As três pessoas foram levadas pela força da água durante as fortes chuvas que atingiram a cidade no sábado (12). A ocorrência aconteceu na Avenida Antonio Bardella, nas proximidades do Piscinão do Silveira.

Uma mulher foi encontrada horas depois do desaparecimento e encaminhada ao Pronto-Socorro Camargos. Até o momento, não havia atualização sobre o estado de saúde dela.

Buscas foram retomadas neste domingo

As equipes do Corpo de Bombeiros interromperam as buscas durante a noite de sábado devido à baixa visibilidade. A operação foi retomada na manhã deste domingo e continuou ao longo do dia até a localização de uma das vítimas.

Os trabalhos seguem para tentar encontrar a terceira pessoa desaparecida.

Segundo o portal Metrópoles, o episódio ocorreu durante um temporal que provocou alagamentos em diferentes pontos da Grande São Paulo e deixou moradores ilhados.

Moradores relatam bairros alagados

Na capital paulista, moradores de regiões da Zona Leste também enfrentaram dificuldades após o temporal. No Jardim Pantanal, em São Miguel Paulista, ruas ficaram alagadas e famílias tiveram dificuldades para deixar suas casas.

O líder comunitário e integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Emerson Maquiné, de 28 anos, afirmou que familiares ficaram ilhados no bairro.

Segundo ele, a água chegou próximo às casas da região e dificultou o deslocamento dos moradores.

“A gente não consegue nem entrar, nem sair do bairro. Quero voltar para casa e não consigo”, afirmou.

Emerson também criticou a demora no escoamento da água e citou a barragem da Penha. Segundo ele, moradores da região há anos relacionam a operação da estrutura às dificuldades de drenagem.

O governo estadual, porém, nega que a barragem seja responsável pelo problema.

Governo diz que barragens operam no limite

Durante uma entrevista no sábado (12), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que as estruturas de bombeamento e as barragens estavam operando em capacidade máxima para reduzir o nível dos rios.

Segundo o governador, a vazão da barragem da Penha seria administrada ao longo das horas seguintes conforme as condições dos rios.

“A gente está operando com a máxima capacidade aqui na [Usina da] Traição, no Pedreira, para diminuir o Pinheiros na sua calha. A mesma coisa com o Tietê: a gente está operando as nossas barragens em Pirapora, Rasgão, também com a máxima capacidade para baixar o Tietê”, disse.

O governo estadual informou ainda que moradores das áreas afetadas estão sendo atendidos pela rede municipal de assistência social, que instalou um ponto de apoio na EMEF Mururés.

A Defesa Civil estadual também disponibilizou materiais de ajuda humanitária.

Prefeitura mobiliza equipes no Jardim Pantanal

A Prefeitura de São Paulo informou que a Subprefeitura de São Miguel Paulista está mobilizada para atender os moradores afetados.

Equipes da GCM Ambiental utilizam viaturas, botes e moto aquática para auxiliar na retirada de pessoas que desejam deixar as residências. Drones também são utilizados para monitorar as áreas atingidas, enquanto outras equipes reforçam a segurança.

A administração municipal afirmou ainda que vem realizando ações de zeladoria e prevenção na região, como limpeza de bueiros, galerias e córregos, além de obras previstas no Plano Recupera Pantanal.

O programa prevê investimentos de R$ 59,8 milhões para ampliar a capacidade de drenagem e inclui a pavimentação de 10,4 quilômetros de vias. Também está prevista a construção de cerca de 845 metros de muro de gabião às margens do Rio Tietê.

Chuva continua e novos temporais são previstos

O Gabinete de Crise do Governo de São Paulo permanece mobilizado neste domingo para acompanhar os impactos das chuvas no estado.

Até a manhã deste domingo, a Defesa Civil havia emitido 21 alertas por SMS e quatro por Cell Broadcast em razão das condições meteorológicas.

A previsão indica continuidade das chuvas entre domingo e segunda-feira (14). Os maiores volumes podem chegar a 150 milímetros na Baixada Santista e no Litoral Norte.

Na Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva e Registro, os acumulados podem alcançar 100 milímetros. Já regiões como Campinas, Sorocaba, Bauru, Marília, Araraquara e Presidente Prudente podem registrar até 75 milímetros.

A Defesa Civil também orientou moradores do litoral paulista a redobrar a atenção e, se possível, suspender atividades no mar devido às rajadas de vento e à agitação marítima.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp