Entretenimento
por Amanda Ambrozio
Publicado em 13/09/2026, às 19h30
Após o sucesso estrondoso do live-action de "Barbie", protagonizado por Margot Robbie e lançado em 2023, uma sequência parecia ser o caminho mais óbvio para a Warner Bros.
No entanto, o projeto pode não sair do papel devido a um impasse nas negociações com o elenco e a equipe criativa do primeiro filme.
Segundo informações divulgadas pela Variety, a Warner Bros. já teria apresentado seis propostas diferentes ao núcleo principal da produção: Margot Robbie, Ryan Gosling, Greta Gerwig e Noah Baumbach. Nenhuma delas teria sido aceita.
A situação ganhou ainda mais urgência porque o estúdio precisa iniciar a produção até dezembro para manter os direitos de adaptação da personagem. Caso contrário, os direitos retornariam para a Mattel, dona da marca Barbie.
De acordo com o portal Omelete, a última proposta apresentada pela Warner Bros. seria a maior já oferecida pelo estúdio a uma equipe de produção e suas principais estrelas.
Uma das fontes classificou o valor como "um dinheiro que muda vidas". Outra, porém, contestou essa avaliação e afirmou que, embora o pacote fosse alto, os valores individuais não seriam tão expressivos.
As exigências financeiras de Margot Robbie, Ryan Gosling, Greta Gerwig e Noah Baumbach também seriam consideradas elevadas. Entre os pedidos estariam aumentos nos pagamentos fixos e uma participação maior nos lucros de uma eventual sequência.
Segundo uma das fontes, Ryan Gosling estaria pedindo US$ 20 milhões para retornar como Ken.
O principal problema, porém, estaria justamente na divisão dos lucros futuros. Uma fonte afirmou que a equipe criativa estaria satisfeita com os salários iniciais oferecidos, mas descontente com as condições de participação nos resultados. Outra pessoa próxima às negociações contestou essa versão.
O impasse colocaria o futuro de "Barbie 2" nas mãos da Warner Bros., que precisaria rever sua estratégia para convencer o grupo a retornar.
O prazo para a negociação torna a situação ainda mais delicada. Caso a Warner Bros. não consiga iniciar a produção da sequência até dezembro, os direitos de adaptação cinematográfica da Barbie retornarão para a Mattel.
Nesse cenário, a empresa poderá desenvolver novos projetos relacionados à personagem, mas não poderá utilizar o universo construído por Greta Gerwig no filme de 2023.
Isso significa que um eventual novo longa teria de partir praticamente do zero, resultando em uma espécie de reboot da franquia nos cinemas.
A possibilidade preocupa quem vê potencial comercial em uma continuação. "Barbie" arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão nas bilheterias mundiais e se tornou o maior sucesso da história da Warner Bros.
Uma fonte ouvida pela Variety questionou justamente a decisão do estúdio de não avançar nas negociações.
"Como pode não ser do interesse dos acionistas da WBD ter uma sequência do maior filme da história do estúdio?", questionou.
Apesar do impasse, a Mattel não descarta uma nova produção da personagem. Durante o Festival de Toronto, a chefe do Mattel Studios, Robbie Brenner, afirmou que gostaria de ver uma continuação.
"Todos queremos ver uma sequência de Barbie. Eu também quero. Tenho certeza que, em algum momento, haverá uma", disse Brenner, segundo o Deadline.
Ao mesmo tempo, a executiva deixou claro que os planos atuais da empresa estão concentrados em outro projeto.
"No momento, estamos focados e produzindo um filme em animação de Barbie com Chris Meledandri", afirmou. Brenner acrescentou que a Mattel continuará desenvolvendo outros projetos relacionados à personagem.
A fala foi interpretada como um sinal de que a empresa não estaria tratando a sequência do live-action como uma prioridade imediata.
O futuro da franquia também pode depender das mudanças no comando da Warner Bros. O destino de "Barbie" passou a ser relacionado à disputa pelo controle da empresa e à possível chegada de David Ellison.
Caso Ellison vença a disputa, uma das possibilidades seria reativar os direitos da personagem junto à Mattel e tentar trazer de volta a equipe responsável pelo primeiro filme.
Uma fonte ouvida pela Variety chegou a afirmar: "Aposto que esse seria o primeiro negócio que ele fecharia".
O cenário, porém, ainda depende das negociações entre Warner, Mattel e os envolvidos no primeiro longa.
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