Esportes
por Marcela Guimarães
Publicado em 30/09/2026, às 07h30
Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, entrou com uma ação contra o clube para contestar a decisão que resultou em sua expulsão da instituição.
No processo, revelado pela ESPN, a defesa sustenta que o dirigente foi alvo de uma “trama política” em 2025 e nega que sua administração tenha cometido irregularidades capazes de caracterizar gestão temerária.
Casares comandou o São Paulo entre 2021 e 2026 e passou a responder a acusações relacionadas à condução administrativa do Tricolor.
Na ação, seus advogados pedem que a Justiça reconheça a inexistência de gestão temerária e considerem as contas aprovadas entre 2021 e 2024 como um fator que afaste possível responsabilidade do ex-presidente.
A defesa também solicita que os valores gastos pessoalmente por Casares no cartão corporativo sejam analisados sob a perspectiva de que não houve dolo ou culpa grave.
A decisão de afastar definitivamente Casares do quadro associativo ocorreu em 10 de setembro de 2026, quando o Conselho Deliberativo do São Paulo analisou o caso com base em apurações internas sobre uma possível gestão temerária ou irregular.
O ex-presidente foi enquadrado no artigo 34 do Estatuto Social do clube. Na votação, 224 conselheiros foram favoráveis à expulsão, enquanto dois se posicionaram contra e outros cinco se abstiveram.
O relatório elaborado pela Comissão de Ética, sob relatoria de Luiz Braga, apontou cerca de R$ 7 milhões em saques realizados a partir das contas do São Paulo cuja origem, finalidade e destino não teriam sido completamente esclarecidos pela documentação analisada.
Casares contesta esse ponto na ação judicial. Segundo a defesa, não cabia a ele prestar esclarecimentos contábeis sobre a origem dos valores.
O ex-presidente também afirma que nunca foi questionado sobre os saques pelo então diretor de compliance do clube, Roberto Armelin.
Ao considerar um período de cinco anos, o São Paulo registrou R$ 11,05 milhões em saques de suas contas. Entre 2021 e 2024, foram retirados R$ 9,3 milhões, enquanto outros R$ 1,7 milhão foram sacados em 2025.
De acordo com Casares, os valores correspondiam a “uma parcela pequena” de toda a movimentação financeira do clube durante o período.
O ex-dirigente afirma que o dinheiro era utilizado para pagamentos de premiações a jogadores, além de prestadores de serviço e despesas promocionais.
As movimentações chamaram a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e passaram a integrar uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que investiga o caso envolvendo Casares.
Segundo as apurações mencionadas no processo, R$ 7 milhões permaneceram sem destinação comprovada.
Outro ponto analisado pela Comissão de Ética envolve despesas feitas com o cartão corporativo do São Paulo.
O relatório cita compras em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutarias e salões de beleza, além de despesas médicas, aquisição de medicamentos pessoais e gastos em petshops.
Segundo o ge, Casares utilizou aproximadamente R$ 1 milhão no cartão corporativo do clube. Do total, R$ 506,4 mil, pouco mais da metade, teria sido devolvido à instituição.
Na ação, a defesa do ex-presidente também questiona a interpretação dada a esses gastos e busca afastar a caracterização de responsabilidade grave pelas despesas realizadas durante sua gestão.
*Com apuração do portal Terra
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso