Esportes
por Andrezza Souza
Publicado em 04/06/2026, às 13h30
Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um novo pedido de impeachment contra o presidente do clube, Osmar Stabile. O documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo e questiona contratações de empresas de segurança realizadas durante a atual gestão.
Os autores do pedido alegam supostas violações estatutárias e legais e solicitam o afastamento imediato do dirigente enquanto o caso é analisado.
O principal ponto levantado pelos conselheiros envolve a contratação da empresa Mega, ligada a Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, atual gerente operacional do Corinthians.
Segundo o documento, a contratação teria ocorrido sem contrato formal e sem aprovação prévia do Conselho de Orientação (Cori). Os autores afirmam ainda que foram emitidas três notas fiscais que totalizam R$ 676 mil em pagamentos à empresa.
O pedido destaca que, embora Osmar Stabile tenha declarado publicamente que Nandão não exercia função no clube, ele continua atuando normalmente na estrutura corintiana.
Outro ponto abordado no documento envolve a Bear Security Ltda., empresa apontada como responsável pela segurança pessoal do presidente.
De acordo com os conselheiros, o Corinthians teria desembolsado aproximadamente R$ 586 mil para a empresa. O grupo afirma que a Bear foi criada em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais ao clube após a chegada de Stabile à presidência.
Na avaliação dos autores, as contratações apresentam indícios de gestão temerária, incluindo ausência de concorrência, falta de contratos formais, possível conflito de interesses e suposta falta de transparência junto aos órgãos de fiscalização interna.
Além do pedido de impeachment, os conselheiros solicitam a realização de uma auditoria independente para apurar as contratações e os pagamentos realizados. O documento também pede que os fatos sejam comunicados ao Ministério Público de São Paulo.
Este é o segundo pedido de impeachment apresentado contra Osmar Stabile. Em abril, associados e conselheiros já haviam protocolado outra solicitação, relacionada ao acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularização de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão.
Na ocasião, os autores questionaram a utilização do Parque São Jorge como garantia no acordo firmado pelo clube.
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