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Vai renunciar? Entenda por que Julio Casares não quer deixar o cargo no São Paulo

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Presidente do São Paulo, Julio Casares negou qualquer chance de renúncia com as investigações que apuram um suposto recebimento milionário ilegal  |   BNews SP - Divulgação Foto: Fernando Roberto via Flickr
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 06/01/2026, às 14h10



O presidente do São Paulo, Julio Casares, negou qualquer possibilidade de renúncia em meio às investigações que apuram um suposto recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta bancária.

As movimentações teriam ocorrido entre janeiro de 2023 e maio de 2025, segundo denúncia revelada pelo UOL e pela ESPN nesta terça-feira (6).

De acordo com a apuração, os documentos apontam que a conta era utilizada de forma recorrente para o pagamento de despesas da ex-mulher, Mara Casares, que também é diretora licenciada do clube.

Estratégia de defesa

Segundo as informações obtidas, o entendimento do próprio dirigente é de que deixar o cargo neste momento poderia ser interpretado como uma admissão de culpa.

Por isso, ele não pretende se afastar das funções e seguirá à frente do São Paulo enquanto enfrenta as acusações.

Essa posição, inclusive, já teria sido comunicada a aliados dentro do clube. Entre pessoas próximas ao presidente, a avaliação é de que Casares tem condições de apresentar sua defesa com o apoio do corpo jurídico que o representa.

Envolvimento da ex-esposa

Mara Casares, por sua vez, se afastou oficialmente das atividades recentes no clube e, nos últimos dias, registrou em cartório um documento no qual isenta o atual mandatário de qualquer envolvimento na suposta venda irregular de camarotes do Estádio MorumBIS. O caso foi divulgado pela ESPN no dia 15 de dezembro.

Estádio MorumBIS
Estádio MorumBIS (Foto: Divulgação)

Nota enviada à imprensa

Após a repercussão da investigação, Julio Casares divulgou um posicionamento oficial através de seus advogados.

“Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

‘Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhados e esclarecidos no curso das investigações, com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais, justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial’”.

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