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A escalada da guerra no Oriente Médio levantou dúvidas sobre possíveis impactos na Copa do Mundo de 2026. Apesar do cenário de tensão internacional, a Fifa afirma que não trabalha com a hipótese de adiar o principal torneio do futebol mundial.
Segundo a CNN Brasil, o diretor de operações da entidade, Heimo Schirgi, declarou que a competição é “grande demais” para sofrer alterações no calendário e que deverá acontecer conforme o planejamento.
A declaração foi feita na cidade de Dallas, Texas, nos Estados Unidos, durante evento relacionado à organização do Mundial. Questionado sobre as consequências da guerra envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos, o dirigente reforçou a expectativa de que o torneio seja disputado normalmente.
O principal ponto de atenção envolve justamente a seleção iraniana. O país já está classificado para a Copa de 2026, mas vive um conflito militar com dois países diretamente ligados ao torneio: Israel e os Estados Unidos.
Apesar da tensão, Schirgi afirmou que a expectativa é de que todos os classificados possam participar da competição. Segundo ele, em algum momento a situação política deverá chegar a uma resolução, permitindo que o evento aconteça normalmente.
Ainda assim, a Fifa acompanha o cenário de perto. A entidade informou que monitora diariamente os desdobramentos da crise e mantém contato com parceiros federais e organismos internacionais para avaliar possíveis impactos logísticos e diplomáticos.
A situação ganha complexidade porque partidas do Irã estão previstas justamente em território estadunidense. A seleção integra o Grupo G da Copa e tem jogos programados contra Bélgica, Nova Zelândia e Egito.
Duas dessas partidas devem ocorrer em Los Angeles e outra em Seattle, cidades dos Estados Unidos, país que vive forte tensão política com o governo iraniano.
Até o momento, porém, a Fifa evita especular sobre cenários alternativos caso o conflito se intensifique.
Outro fator que pesa contra qualquer mudança no calendário é a dimensão do torneio. A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções, ampliando significativamente o número de partidas e a complexidade logística da competição.
O Mundial também terá organização conjunta de três países: Estados Unidos, México e Canadá. Diante desse cenário, a entidade entende que a magnitude do evento torna improvável qualquer adiamento.
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