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Anvisa suspende leite condensado após detectar bactéria que causa intoxicação; veja a marca

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Análise laboratorial revelou níveis elevados de Estafilococos Coagulase Positiva, indicando risco de intoxicação alimentar.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Freepik
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 04/02/2026, às 10h08



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou a interdição cautelar de um lote específico de leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita após a identificação de contaminação bacteriana.

A decisão foi divulgada nesta segunda-feira, 2, e tem como foco exclusivo o lote 183/3 B, produzido pela empresa Apti Alimentos Ltda, segundo o Terra.

A medida foi adotada após a análise de amostras do produto, que indicaram irregularidades microbiológicas. O problema envolve a presença de uma bactéria associada a quadros de intoxicação alimentar, o que motivou a ação preventiva da agência reguladora.

Resultado da análise laboratorial

O laudo que embasou a decisão foi emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro. A análise microbiológica apontou níveis acima do permitido de Estafilococos Coagulase Positiva, um indicador utilizado para detectar a possível presença do Staphylococcus aureus em alimentos.

Esse tipo de exame tem como objetivo medir com precisão a quantidade desse microrganismo em produtos destinados ao consumo. Quando encontrado em concentrações elevadas, o Staphylococcus aureus representa risco direto à saúde, podendo causar intoxicação alimentar e outros efeitos adversos.

A Anvisa destacou que o lote analisado não atendeu aos critérios sanitários exigidos, o que resultou na reprovação do produto. A contaminação identificada não significa, necessariamente, que outros lotes da mesma marca apresentem o mesmo problema, já que a interdição se restringe ao lote mencionado.

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Risco ao consumidor e ação preventiva

Diante do resultado da análise, a Anvisa determinou a retirada imediata do lote do mercado como forma de proteção ao consumidor. A interdição cautelar tem caráter preventivo e busca evitar que o produto continue sendo comercializado enquanto persistir o risco sanitário.

Segundo a agência, a prioridade da medida é garantir a segurança alimentar e reduzir a exposição da população a produtos irregulares. A empresa responsável pela fabricação deverá seguir as orientações do órgão regulador e adotar as providências necessárias em relação ao lote interditado.

A Anvisa reforçou que ações como essa fazem parte da rotina de fiscalização e controle sanitário de alimentos no país. O monitoramento contínuo permite identificar falhas pontuais na produção e agir rapidamente para minimizar possíveis danos à saúde pública.

Casos recentes envolvendo a retirada de outros produtos do mercado mostram que o órgão mantém atenção constante sobre diferentes categorias de alimentos. Essas intervenções têm como objetivo assegurar que os produtos disponíveis ao consumidor estejam dentro dos padrões exigidos, evitando riscos associados à contaminação microbiológica.

Até o momento, a interdição permanece válida apenas para o lote especificado, sem ampliação para outros produtos da marca.

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