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Apple enfrenta dilema e iPhone 18 pode chegar mais caro ao mercado

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Alta no preço das memórias deve aumentar em até US$ 200 o valor final do iPhone 18 Pro para consumidores; medida pode chegar ao Brasil  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 11/08/2026, às 11h35



Faltando cerca de um mês para o lançamento oficial da linha iPhone 18, a Apple pode enfrentar um dilema importante com os aparelhos Pro: absorver o aumento dos custos de produção ou repassar parte da alta aos consumidores.

Uma análise compartilhada pela TrendForce aponta que a disparada nos preços das memórias DRAM deve pressionar as margens de lucro da empresa, o que pode refletir no mercado brasileiro.

Memória pode virar a grande vilã

A memória LPDDR5X de 12 GB utilizada nos aparelhos pode representar mais de 40% do custo total dos componentes no primeiro semestre de 2027.

O cenário deixaria uma margem de lucro mais apertada para a Apple caso a empresa decida manter os preços atuais dos celulares.

Os dados indicam que a DRAM pode chegar a representar 42% do custo total dos materiais no início de 2027. Em comparação, o processador A20 Pro e a tela OLED devem corresponder a cerca de 9% cada um.

A disparada nos preços das memórias ganha ainda mais importância com os investimentos da Apple em inteligência artificial (IA).

Com mais recursos sendo processados diretamente nos aparelhos, a empresa precisa de maior capacidade de RAM, o que limita as possibilidades de redução desse componente.

Armazenamento também deve pesar

O armazenamento interno é outro fator que pode aumentar o custo dos modelos Pro.

Estimativas de mercado apontam que a versão de 1 TB do iPhone 18 Pro pode consumir aproximadamente US$ 250 apenas em materiais relacionados à capacidade de armazenamento.

Somando os custos de DRAM e NAND, os gastos com memória poderiam chegar a cerca de US$ 400 por unidade. Com esse cenário, a Apple poderia ser pressionada a aumentar o preço final dos aparelhos em aproximadamente US$ 200.

Falta de memória pode afetar produção

Além da pressão sobre os preços, a escassez de memória DRAM pode criar dificuldades para a própria produção dos novos aparelhos. A empresa estaria correndo contra o tempo para garantir a quantidade necessária de chips A20.

A TSMC, responsável pela fabricação dos processadores, estaria retendo cerca de US$ 1 bilhão em chips devido à falta de suprimentos de memória necessários para concluir a montagem dos dispositivos. 

Até o momento, a Apple não comentou as informações sobre os custos dos componentes ou os possíveis preços da nova geração. Esses detalhes só devem ser divulgados no dia do lançamento oficial dos aparelhos.

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