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por Marcela Guimarães
Publicado em 02/09/2026, às 18h53
O BYD Dolphin Mini encerrou agosto com mais um grande resultado no mercado brasileiro.
O modelo elétrico da montadora chinesa registrou 8.299 unidades vendidas e ficou na quinta colocação entre os automóveis e comerciais leves mais escolhidos do país, à frente do Chevrolet Onix, que teve 7.635 unidades.
O desempenho acontece mesmo antes de uma série de atualizações previstas para o compacto entre o fim deste ano e o início de 2027.
Algumas dessas mudanças já foram incorporadas ao modelo vendido na China e devem chegar posteriormente ao mercado brasileiro.
As novidades previstas incluem a adoção de um motor elétrico de 81 cv, superior aos 75 cv da configuração atualmente produzida no Brasil. Com a mudança, o Dolphin Mini deverá ganhar respostas mais rápidas em situações como ultrapassagens. O torque permanecerá em 13,8 kgfm.
Outra mudança deve ocorrer nas baterias. O modelo poderá passar a utilizar um conjunto de 38,8 kWh, contra os 38 kWh atuais.
Com isso, a autonomia, atualmente declarada em 280 km após a correção do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), deve ultrapassar ligeiramente os 300 km.
Também está nos planos a oferta de bancos com ajustes elétricos. O recurso, antes restrito principalmente a veículos mais sofisticados, deve chegar ao Dolphin Mini como opcional, seguindo a configuração adotada pela BYD na China.
O resultado do Dolphin Mini ocorre em um cenário de crescimento dos veículos eletrificados no Brasil. Em agosto, esse segmento alcançou 24,3% de participação no mercado de veículos leves.
A presença de marcas chinesas também aumentou. Os fabricantes desse grupo responderam por 23,1% do mercado no mês, impulsionados pela chegada de novos modelos e pela combinação de preços competitivos, maior oferta de equipamentos e períodos de garantia mais longos.
Esse movimento também tem atraído consumidores que tradicionalmente buscavam carros seminovos.
Parte desses compradores passou a considerar modelos chineses zero quilômetro, o que contribui para elevar os emplacamentos de veículos novos e, ao mesmo tempo, pressiona os preços no mercado de usados e seminovos.
No total, o mercado brasileiro de veículos leves registrou 262.052 vendas em agosto. O resultado representa uma pequena queda de 0,9% em relação a julho, quando foram vendidas 264.309 unidades.
Na comparação com agosto de 2025, porém, houve crescimento de 22%, já que naquele mês foram registrados 214.769 emplacamentos.
No acumulado de 2026, o mercado chega a 1.883.332 veículos, alta de 19,3% sobre as 1.578.172 unidades vendidas no mesmo período do último ano.
Outro destaque do mês foi o Geely EX2, que alcançou 5.805 unidades vendidas em agosto. O resultado chama atenção porque o modelo está próximo de iniciar sua produção na fábrica da Renault, no Paraná.
O volume ficou próximo ao registrado por modelos já consolidados no mercado brasileiro. A Fiat Toro teve 5.707 unidades, enquanto o Fiat Mobi somou 5.587.
Na liderança geral, a Fiat Strada continua distante dos concorrentes. A picape registrou 13.796 unidades em agosto e caminha para terminar 2026 como o veículo mais vendido do Brasil pelo sexto ano consecutivo.
Segundo dados da consultoria Bright Consulting, a lista de automóveis e comerciais leves ficou da seguinte maneira:
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso