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A Sabesp foi penalizada em mais de R$ 2,5 milhões pela Cetesb devido ao lançamento irregular de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros, além da Represa Billings.
Os episódios ocorreram durante falhas operacionais e obras emergenciais na capital paulista. As infrações ambientais envolveram diferentes pontos da cidade e tiveram impacto direto em corpos d’água importantes.
O principal caso ocorreu em abril do ano passado, após o rompimento de um interceptor que transporta esgoto de cerca de 2 milhões de moradores da Zona Norte até uma estação em Barueri, segundo o G1.
O problema causou uma grande cratera na Marginal Tietê. A falha estrutural levou ao despejo direto de esgoto no Córrego do Mandaqui, que deságua no Rio Tietê.
Para realizar o reparo da tubulação, a empresa precisou interromper o fluxo normal e esvaziar o sistema.
Durante mais de 20 dias, o esgoto foi direcionado ao córrego, agravando a poluição. O lançamento prolongado contribuiu para a piora das condições do rio no período, segundo entidades ambientais.
Após denúncias, a companhia instalou tubulações provisórias para redirecionar o esgoto até a estação de tratamento. A solução emergencial buscou interromper o despejo direto nos rios. O sistema alternativo permitiu restabelecer parcialmente o fluxo adequado durante as obras.
Além desse episódio, a Sabesp foi multada por um vazamento no Rio Pinheiros e por extravasamento de esgoto que atingiu a Represa Billings, registrado em janeiro deste ano.
O incidente causou mau cheiro na região. As multas adicionais somam pouco mais de R$ 1 milhão, ampliando o total das penalidades aplicadas.
Parte do valor, cerca de R$ 1,5 milhão, será destinada ao Finaclima, fundo estadual voltado à mitigação de impactos ambientais. A empresa também foi obrigada a realizar o desassoreamento dos rios afetados. As medidas incluem limpeza do fundo dos cursos d’água e ações de compensação ambiental.
O reparo da tubulação na Marginal Tietê foi concluído, mas ainda há intervenções no asfalto, com trechos parcialmente interditados. A Companhia de Engenharia de Tráfego monitora a região durante as obras finais. A liberação total da via depende da conclusão dos serviços de recapeamento.
Em nota, a Sabesp afirmou que o episódio trouxe aprendizados e destacou investimentos de cerca de R$ 23 bilhões em saneamento. A meta da companhia é melhorar a qualidade dos rios até 2029. Segundo a empresa, os impactos das obras devem ser reduzidos com a ampliação do sistema de tratamento de esgoto.
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