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Responsável por primeira fábrica de vidro solar no Brasil comenta desafios

Estreia da Homerun na listagem da bolsa de valores brasileira - Foto: B3/Divulgação
Mineradora Homerun, parceira da CBPM, será responsável pelo projeto e comentou os desafios de mineração em Belmonte, na Bahia.  |   BNews SP - Divulgação Estreia da Homerun na listagem da bolsa de valores brasileira - Foto: B3/Divulgação
Gabriela Pessanha

por Gabriela Pessanha

Publicado em 23/05/2026, às 07h00



A mineradora canadense Homerun entrou na listagem da bolsa de valores do Brasil, a B3. A cerimônia de oficialização foi realizada nesta sexta-feira (22). 

Além da entrada na B3, a Homerun celebra também a participação no projeto Brasil Transparente. 

Com orçamento bilionário, a empresa canadense faz parte da iniciativa para mineração de sílica de alta pureza encontrada no distrito de Santa Maria Eterna, em Belmonte (BA).

Em entrevista ao BNews São Paulo, o CEO, Brian Leeners, e o COO, Armando Farhate, comentaram sobre os desafios logísticos da operação. 

Também estava presente na cerimônia o prefeito de Belmonte, Iêdo Elias (PSD), e a equipe da Companhia Bahiana de Pesquisa Mineral (CBPM)

Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo
Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo

Desafios logísticos da instalação em Belmonte 

A Homerun será responsável pela instalação da primeira fábrica de vidro solar fora da China, que deverá ser ativada em Belmonte. 

Para Leeners e Farhate, o desafio foi aprimorar estruturas da região, como estradas e um terminal marítimo. Segundo eles, a chave para solucionar as questões logísticas na cidade foram as parcerias estabelecidas pela Homerun. 

O COO também comenta que alguns compromissos da Homerun foram estabelecidos em um memorando de intenções assinado com diversos órgãos públicos, entre eles a CBPM e a Prefeitura de Belmonte. 

"Um dos compromissos desse memorando de intenções é providenciar a parte de transporte rodoviário e fazer a melhoria de asfaltamento dos acessos à fábrica, para que a gente possa escoar melhor a produção", explica Farhate. 

O CEO da mineradora comenta que os feedbacks e as interações com a CBPM foram importantes para estabelecer uma parceria sólida nos últimos três anos. 

Ele também reitera que o maior desafio em Belmonte foi a logística. 

Normalmente, existe uma distância entre o local de captação dos recursos da sílica e a fábrica de vidro. Mas, nesse caso em particular, não há distância. Então, a logística de transporte da sílica é menor, o que gera economia ao processo.

A CBPM, parceira da Homerun, foi responsável pela licitação que aprovou a mineradora no processo. O CEO da companhia Henrique Carballal também conversou com o BNews São Paulo sobre o projeto. 

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