Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 23/05/2026, às 15h00
A jovem Ana Clara de Oliveira, de 21 anos, deve receber alta na próxima segunda-feira (25), após quase um mês de internação em Fortaleza, no Ceará.
Vítima de um violento ataque ocorrido em Quixeramobim no dia 1º de maio, Ana Clara passou por complexos procedimentos de reimplante após ter as mãos atingidas por golpes de foice.
Segundo seu padrasto, José Airton Firmino, os médicos confirmaram que os membros "estão fora de perigo" e os gessos já foram retirados.
A evolução do quadro clínico é considerada positiva pela equipe médica. Na última quinta-feira (21), a jovem já demonstrava avanços na mobilidade, conseguindo sair da cama e realizar mais de duas horas de fisioterapia.
Durante o período de recuperação no leito, Ana Clara desenvolveu habilidades adaptativas, utilizando o pé direito para acessar mensagens no celular enquanto os membros superiores permaneciam enfaixados.
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Após deixar a unidade hospitalar, a jovem permanecerá na capital cearense, hospedada na residência de amigos da família.
A decisão visa facilitar o deslocamento para as sessões intensivas de fisioterapia especializada, fundamentais para a recuperação da funcionalidade e sensibilidade das mãos.
Os exercícios serão focados em reverter as sequelas do atentado.
Apesar do trauma físico e emocional, Ana Clara mantém planos para o futuro. Antes do crime, ela estudava com o objetivo de ingressar na carreira policial, sonho que ainda pretende seguir.
Em relatos recentes ao portal O Povo, a jovem afirmou que deseja transformar sua experiência em um exemplo de apoio a outras mulheres, se tornando uma referência na luta contra a violência de gênero e o feminicídio.
O crime, que chocou o interior o pais, foi considerado pelas autoridades policiais como uma tentativa de feminicídio.
Segundo as investigações, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, com quem a vítima manteve um relacionamento por dois anos, e seu irmão, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, invadiram a casa de Ana Clara durante a madrugada.
Evangelista teria sido o autor direto das agressões com a foice.
Os dois suspeitos foram pegos em flagrante logo após o ataque e permanecem presos em uma unidade penitenciária em Caucaia, à disposição do Poder Judiciário.
O caso segue na Justiça, enquanto a defesa da vítima e movimentos sociais acompanham o desdobramento do processo para garantir a responsabilização dos autores.
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