Polícia
por Gabriela Pessanha
Publicado em 10/06/2026, às 14h00
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Contrafeixe, que apreendeu 182 celulares e 42 alianças que foram subtraídas em roubos à mão armada, furtos e em abordagens de quebra-vidros.
A recuperação dos aparelhos ocorreu durante cumprimento de mandados de busca e apreensão. Ao longo do dia, outras ações referentes à operação podem ser realizadas.
A quadrilha utilizava gaiolas de Faraday e jammers para transportar e preparar os dispositivos roubados para o repasse.
A gaiola de Faraday é usada para bloquear o sinal dos celulares até que eles estejam na casa do receptor.
Ao ligar o aparelho, o receptor utilizava jammers para evitar qualquer tipo de rastreio por parte dos donos dos celulares.
Esse equipamento interrompe sinais de radiofrequência, como Bluetooh e internet. Justamente por isso, os vizinhos do receptor se queixavam de quedas no sinal da internet, sem saber que essa era a causa.
Ele transportava em gaiolas de Faraday que são isolantes, mas em algum momento ele tinha que ligar esses celulares e as vítimas poderiam identificar. Então, ele fazia esse casulo para que ele pudesse devassar o conteúdo dos celulares.
De acordo com o delegado Fernando Santiago, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as apreensões desta quarta-feira resultaram em um montante de cerca de R$ 400 mil.
O valor corresponde aos celulares e alianças recuperados.
Em relação às alianças, o delegado do Deic, Clemente Calvo, explica que a recuperação é mais delicada.
Ele comenta que isso ocorre porque o derretimento das joias é rápido.
A Polícia Civil afirmou que possui imagens que mostram o receptador chegando em sua casa com uma mala cheia de aparelhos roubados.
Durante a coletiva de imprensa, Clemente Calvo comentou que a ação dos quebra-vidros está passando por um processo de "periferização".
Ou seja, as receptações estão saindo da região central. Na operação desta quarta-feira, um homem foi preso em flagrante por receptação criminosa na Zona Norte.
"Esse núcleo era de um receptador profissional, haja visto pelas instalações. Ele etiquetava e classificava os telefones de acordo com valor agregado, valor potencial e contas disponíveis", respondeu ao BNews São Paulo.
Segundo Calvo, 19 mandados de busca e apreensão foram emitidos. As diligências irão continuar em outros bairros.
Ele comenta que a investigação é ininterrupta e busca desmantelar a engrenagem de roubo e receptação dos aparelhos celulares.
"A fase subsequente vai se chamar 'Avalanche'. A gente vai chegar até o sopé dessa montanha, levando tudo que estiver dentro desse ecossistema criminoso", afirma.
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