Polícia

Câmeras e movimentações bancárias ajudam polícia a esclarecer morte de advogado em SP

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Novas imagens levaram à identificação de suspeito, enquanto investigadores apuram acesso ao celular e compras feitas após encontro na Vila Madalena  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Vídeo
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 18/07/2026, às 11h40



As investigações sobre a morte do advogado Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, ganharam novos elementos nos últimos dias. Além das imagens de câmeras de segurança que registraram os últimos passos da vítima, a Polícia Civil passou a utilizar registros bancários e dados do celular para reconstruir a dinâmica do caso.

Pedro foi encontrado morto na madrugada de 10 de julho, na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Horas antes, câmeras de monitoramento o flagraram entrando em uma adega na Vila Madalena acompanhado de um homem.

Câmeras ajudaram a identificar suspeito

Segundo a defesa da família, o homem que aparece nas imagens usando um boné branco foi identificado e intimado pela Polícia Civil. A identificação ocorreu após o cruzamento das gravações da adega com imagens do sistema Smart Sampa, rede de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.

Ainda conforme a defesa, vídeos gravados por testemunhas mostram o suspeito nas proximidades do local onde Pedro foi encontrado, acompanhando a movimentação das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As imagens passaram a integrar o inquérito conduzido pelo 14º Distrito Policial (Pinheiros) e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Compras e extrato bancário estão sob análise

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Outro ponto investigado envolve a movimentação financeira da vítima. A polícia já havia confirmado que foram registradas compras com o cartão bancário de Pedro na adega onde ele esteve antes de morrer.

Agora, os investigadores analisam o extrato bancário e outras movimentações financeiras para verificar se houve transações irregulares ou tentativas de utilização dos dados da vítima após o encontro com o suspeito.

A principal hipótese investigada é a de que o advogado tenha sido alvo do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela", em que uma substância sedativa é colocada na bebida para facilitar o roubo de pertences e informações bancárias. A confirmação depende do resultado do exame toxicológico do Instituto Médico Legal (IML).

Celular pode ajudar a esclarecer o caso

Além das imagens e dos registros financeiros, a Polícia Civil tenta identificar quem acessou o celular do advogado após sua morte.

Segundo a investigação, o aparelho desapareceu junto com a carteira da vítima. Apesar disso, o WhatsApp de Pedro registrou mensagens visualizadas por volta das 5h, horário em que ele já havia sido encontrado morto. Como o aplicativo exige o desbloqueio do aparelho para registrar a leitura das mensagens, os investigadores buscam esclarecer quem teve acesso ao dispositivo e de que forma isso ocorreu.

Os laudos necroscópico e toxicológico continuam sendo aguardados e deverão auxiliar na definição da causa da morte e na confirmação da linha de investigação adotada pela Polícia Civil.

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