Polícia

Casal de investigadores que lavou dinheiro do PCC perde aposentadoria

Investigadores da Polícia Civil de SP lavavam dinheiro de propina do PCC - Foto: Reprodução
Casal de investigadores condenado por lavagem de dinheiro ligado ao PCC perde o direito à aposentadoria após decisão da Justiça  |   BNews SP - Divulgação Investigadores da Polícia Civil de SP lavavam dinheiro de propina do PCC - Foto: Reprodução
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 05/10/2026, às 12h22 - Atualizado às 18h08



Um casal de investigadores da Polícia Civil de São Paulo teve a aposentadoria cassada após condenações criminais transitarem em julgado na Justiça paulista. Marcelo Luis Silva perdeu o benefício em maio deste ano, enquanto Rosilene Venâncio Silva teve a aposentadoria cassada na última sexta-feira (2), conforme publicações no Diário Oficial.

Os dois foram condenados por lavagem de dinheiro proveniente da venda de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Marcelo também possui outras condenações judiciais, incluindo corrupção passiva e tráfico de drogas.

Na ação por lavagem de dinheiro, que transitou em julgado no ano passado, Marcelo e Rosilene foram condenados a seis anos e cinco meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além da perda dos cargos públicos.

No caso de Marcelo, porém, foi outra condenação, por associação para o tráfico e corrupção passiva, que resultou na cassação da aposentadoria. A decisão ocorreu cinco meses antes de Rosilene também perder o benefício.

Esquema de corrupção e lavagem de dinheiro


Segundo as investigações, Marcelo, conhecido como Teta ou Careca, cobrava propina de traficantes ligados ao PCC em São José dos Campos em troca de facilitar a atuação criminosa do grupo. Rosilene teria cedido contas bancárias para movimentar valores provenientes do tráfico.

Ainda conforme a apuração, o casal teria usado o dinheiro para adquirir dois imóveis e três veículos de alto padrão, bens considerados incompatíveis com os rendimentos obtidos pelos dois como policiais civis.

Movimentação financeira


Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Marcelo recebia, em média, R$ 3.737,42 por mês, mas movimentou mais de R$ 1,1 milhão em créditos e R$ 1,12 milhão em débitos entre 2013 e 2017.

No mesmo período, Rosilene tinha salário mensal entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, enquanto suas contas registraram R$ 720 mil em créditos e R$ 727 mil em débitos. De acordo com o relatório, o casal deixou de declarar mais de R$ 450 mil em rendimentos.

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