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PF indicia 13 pessoas por lavagem de dinheiro em esquema ligado ao PCC no setor de combustíveis

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Os 13 investigados ajudaram o esquema comandado pelos empresários Primo e Beto Louco  |   BNews SP - Divulgação Divulgação/Receita Federal
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 30/09/2026, às 15h37



O inquérito da Polícia Federal em São Paulo que tramita no âmbito da Operação Quasar, um dos braços da Carbono Oculto, foi concluído e indiciou 13 pessoas. De acordo com a PF, os envolvidos são executivos de fundos de investimento, corretoras e fintechs.

A corporação atribui aos investigados os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O indiciamento é o ato pelo qual, ao fim da investigação, a polícia aponta formalmente quem considera responsável por crimes.

De acordo com a PF, os 13 investigados ajudaram o esquema comandado pelos empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Eles estão foragidos desde o ano passado.

O relatório final já foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e o órgão vai decidir se apresenta a denúncia, se pede novas diligências ou se arquiva o caso.

Operação Quasar

A operação foi uma das três realizadas em 28 de agosto de 2025 contra a suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro. As outras duas foram a Tank, da PF no Paraná, e a Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal.

A Quasar teve como alvo uma suposta rede de lavagem de dinheiro e de fraudes na gestão de instituições financeiras, com indícios de ligação com facções criminosas. À época a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na capital e no interior paulista. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Como funcionaria o esquema

O grupo utilizada fundos de investimento e uma teia de empresas para esconder dinheiro de origem ilegal. As empresas simulavam operações de compra e venda de imóveis e títulos, sem qualquer finalidade econômica real.

A PF descreve a existência de "múltiplas camadas societárias e financeiras", com fundos que eram donos de participações em outros fundos ou empresas.

Para os investigadores, essa estrutura dificultava a identificação de quem efetivamente ficava com o dinheiro. O modelo também serviria para blindar o patrimônio e esconder a origem dos valores.

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