Polícia

Caso PM Gisele: coronel acusado da morte será interrogado nesta segunda

O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tenente-coronel acusado de matar a PM Gisele Alves será interrogado presencialmente nesta segunda-feira (5), em São Paulo  |   BNews SP - Divulgação O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 05/10/2026, às 08h30



O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será interrogado presencialmente pela Justiça a partir das 13h desta segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. O oficial da Polícia Militar é acusado de matar a esposa, a também PM Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano.

O interrogatório ocorre após um novo laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil apontar que não seria possível Gisele ter tirado a própria vida. O documento também indica a participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte, segundo a perícia.

O tenente-coronel está preso desde 18 de março no Presídio Romão Gomes, unidade destinada a policiais militares acusados ou condenados por crimes. O novo laudo, assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, mantém a conclusão das perícias anteriores e descarta a hipótese de suicídio.

O caso

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida por um disparo de arma de fogo na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com Geraldo, no Brás, região central de São Paulo. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Geraldo Leite Rosa Neto afirma que Gisele teria cometido suicídio após ele comunicar a intenção de terminar o relacionamento. A perícia, porém, descartou essa hipótese. Segundo as investigações, os dois estavam sozinhos no imóvel no momento do disparo.

O tenente-coronel foi preso em 18 de março e permanece em prisão preventiva no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele é investigado pela morte da esposa e responde por suspeita de feminicídio.

Conselho de justificação 

Em 31 de março, o secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, determinou a instauração de um Conselho de Justificação (CJ) para analisar a permanência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto na ativa.

O procedimento administrativo é destinado à apuração da conduta de oficiais e pode resultar em sanções como demissão ou reforma, caso sejam constatadas irregularidades. No caso de Neto, o processo avalia se ele reúne condições para permanecer nos quadros da Polícia Militar.

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