Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 13/05/2026, às 21h00
A Justiça de São Paulo agendou para o dia 25 de maio a primeira audiência do caso Tainara Souza Santos, vendedora de 31 anos morta após ser atropelada e arrastada por cerca de 1 km na Marginal Tietê nos últimos meses.
A confirmação foi feita nesta quarta-feira (13) pela advogada da família, Alessandra Oliveira, e pelo portal g1.
O crime, ocorrido em novembro de 2025, gerou comoção nacional pela brutalidade. Douglas Alves da Silva, de 26 anos, está preso preventivamente e responde como réu por feminicídio e tentativa de homicídio.
A sessão ocorrerá no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. A etapa inicial tem o propósito de ouvir as testemunhas do crime, tanto de defesa quanto de acusação, além do interrogatório do réu.
A Justiça também decidirá se Douglas será levado a júri popular. O magistrado pode determinar a pronúncia (julgamento pelo júri), a absolvição sumária ou solicitar novas diligências.
Em caso de condenação por feminicídio, a pena prevista no Código Penal pode variar de 20 a 40 anos de prisão.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o feminicídio foi motivado por ciúmes, já que Douglas não aceitava o fim de um breve relacionamento com Tainara.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi atropelada e arrastada. O réu também é acusado de tentar atropelar um amigo da vendedora na mesma ocasião.
Em sua versão, Douglas negou a intenção de matar, classificando o episódio como "acidental" após uma suposta briga. Ele alegou que fugiu por medo de agressões e que não percebeu que a vítima estava presa sob o veículo.
Entretanto, depoimentos de testemunhas contradizem essa versão, afirmando que o reú ignorou alertas de pedestres para que parasse o carro.
Tainara lutou pela vida por quase um mês no Hospital das Clínicas. Devido à gravidade dos ferimentos, ela passou por múltiplas cirurgias:
A vendedora faleceu no dia 24 de dezembro em decorrência de septicemia. Tainara deixou dois filhos, de 7 e 12 anos. O caso repercutiu e mobilizou todo o país.
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