Polícia

China investiga explosão em mina que deixou ao menos 90 mortos; veja

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Equipes de resgate trabalharam no local da explosão, que já é considerada um dos piores desastres industriais recentes da China  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/EFE/CCTV
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 23/05/2026, às 11h46 - Atualizado às 12h03



O Governo da China anunciou, neste sábado (23), a abertura de uma investigação rigorosa sobre a explosão de gás ocorrida na mina de carvão de Liushenyu, na província de Shanxi.

O acidente, registrado na noite de sexta-feira (22), resultou na morte de pelo menos 90 mineradores.

O que dizem os órgãos oficiais

Segundo a agência oficial Xinhua, o Conselho de Estado informou que a mineradora operava sob histórico de negligência e prometeu punições severas aos responsáveis.

No momento da detonação, às 19h29 locais, 247 trabalhadores estavam no subsolo.  A operação de resgate mobilizou mais de 300 socorristas e seis equipes nacionais especializadas.

De acordo com o UOL, os sobreviventes resgatados foram hospitalizados com quadros graves de intoxicação por gases tóxicos.

O presidente Xi Jinping determinou a mobilização de "todos os recursos" para o atendimento às vítimas e reforçou a necessidade de vigilância extrema sobre a segurança no trabalho para conter desastres recorrentes no setor.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Histórico de negligência e fiscalização

A mina, administrada pelo Grupo Shanxi Tongzhou, está localizada em uma das regiões mineiras mais importantes do país, a cerca de 500 quilômetros de Pequim.

De acordo com a emissora estatal CCTV, os executivos da empresa já estavam sendo investigados nos últimos meses por descumprimento de normas de segurança.

Após a tragédia, os responsáveis foram colocados sob supervisão direta das autoridades para o andamento do inquérito.

Embora a China tenha registrado avanços nos protocolos de segurança e uma maior transparência midiática nas últimas décadas, o setor carbonífero, que emprega 1,5 milhão de pessoas, ainda é marcado pela alta frequência de acidentes.

A pressão por produtividade no país, que é o maior consumidor mundial de carvão, frequentemente leva ao afrouxamento de medidas de prevenção essenciais.

A investigação agora foca em determinar se a explosão de gás poderia ter sido evitada caso as sanções anteriores tivessem resultado em mudanças efetivas na operação da unidade de Liushenyu.

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