Polícia

Coach estrangeiro e ‘mentor de homens’ são condenados a 17 anos; entenda

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Mark Thomas Firestone e Fabrício Marcelo Silva de Castro Junior foram condenados por exploração sexual em São Paulo, com pena de 17 anos e 6 meses.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Tv Globo
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 08/04/2026, às 08h32



A Justiça Federal determinou a pena de 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado para Mark Thomas Firestone e Fabrício Marcelo Silva de Castro Junior por participação em um esquema de exploração sexual. O caso ocorreu na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.

A sentença foi assinada pelo juiz Caio José Bovino Greggio, da 4ª Vara Criminal Federal. Durante o processo, ficou comprovado que os encontros eram organizados para induzir mulheres a situações de cunho sexual, mesmo sem pagamento direto, segundo o G1.

Como funcionava o esquema

Segundo a decisão, os réus promoviam eventos ligados ao grupo “Millionaire Social Circle”, apresentado como curso de desenvolvimento pessoal. Na prática, as atividades incluíam jantares e festas com objetivo de aproximar mulheres de alunos estrangeiros, utilizando promessas indiretas de benefícios.

O norte-americano atuava como líder e instrutor, usando diferentes identidades. Já o brasileiro era responsável por parte da estrutura, incluindo aluguel do imóvel e organização logística do evento.

As apurações começaram após denúncias envolvendo uma festa realizada em 2023. O caso foi comunicado à Polícia Federal pela Embratur, dando início ao inquérito.

De acordo com a sentença, ao menos 7 mulheres foram atingidas pelo esquema, que apresentava caráter contínuo e estruturado, o que contribuiu para o aumento da pena aplicada.

Decisão judicial e próximos passos

Os condenados responderam por crimes como exploração sexual e favorecimento à prostituição, além do pagamento de multa. A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva do réu brasileiro, citando risco de fuga.

O norte-americano poderá recorrer em liberdade, enquanto as defesas de ambos contestaram a decisão. Apesar da condenação, o processo ainda não é definitivo e cabe recurso nas instâncias superiores.

Um terceiro investigado, Ziqiang Ke, teve o processo separado e permanece sem julgamento, pois não foi localizado pelas autoridades.

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