Polícia
por Gabriela Pessanha
Publicado em 16/06/2026, às 13h00
Usuários das redes sociais deixam comentários incitando estupro e necrofilia em publicações sobre o caso da jovem de 21 anos que morreu após ser jogada de uma ponte em Limeira, no interior de São Paulo.
As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) denunciaram à Polícia Federal as mensagens deixadas por internautas.
Alguns conteúdos mencionam "festa no IML" e comentam que "se juntar direitinho as peças dá pra se divertir ainda".
Outros comentários também culpabilizam a jovem: "Agora ela aprende a tirar fotos com roupas normais sem querer chamar atenção".
As publicações foram divulgadas por Erika Hilton em seu perfil no X.
Em seu pronunciamento, ela cita que os usuários também incitam o vilipêndio, que significa desrespeito e ultraje a cadáveres e configura crime, conforme o artigo 212 do Código Penal Brasileiro.
🚔 Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estup*o, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 15, 2026
Maria Eduarda faleceu aos 21 anos, vítima de um grupo de “rope jump” que atirou o seu corpo de uma ponte sem checar a fixação da corda.… pic.twitter.com/2AH0SWMqe8
A deputada Tabata Amaral também se manifestou em sua denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e caracterizou os atos como "crimes de ódio cibernético".
Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz.
A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, faleceu depois de ser jogada sem as cordas de segurança de uma altura de 40 metros, que equivale a um prédio de 12 andares.
Ela foi ao local para realizar a prática de rope jump (pulo com corda), que é similar ao bungee jumping.
O acidente ocorreu neste sábado (13), na Ponte do Esqueleto, quando ela foi lançada pelos instrutores sem a corda que a deixaria pendurada durante a atividade.
A ponte faz parte de uma estrutura viária abandonada na divisa entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).
Segundo a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), outro acidente fatal aconteceu no local em 2024 com uma ciclista.
Apesar do pedido de bloqueio da ponte, a reabertura foi defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira.
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