Polícia

Jovem de 22 anos morre após 10 meses de luta contra sequelas do metanol

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Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, não resistiu as complicações e morreu, neste domingo, em Itapecerica da Serra, na Grande SP  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 16/06/2026, às 13h02 - Atualizado às 13h40



Após quase dez meses lutando contra as graves sequelas causadas por intoxicação ao ingerir bebida com metanol, Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu, neste domingo (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Internado desde a última quinta-feira (11), ele não resistiu a complicações pulmonares e veio a óbito. O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (15).

Luta diária

De acordo com informações da família, o quadro começou em agosto de 2025, depois que ele ingeriu gin adulterado comprado em uma adega. Após passar mal e apresentar alterações na visão, Guillherme foi encaminhado ao hospital e iniciou uma longa jornada de tratamento.

Emocionada, a família do jovem publicou nas redes sociais uma homenagem de despedida em uma página criada para mostrar a realidade vivida pelo rapaz. 

"Voe em direção ao paraíso meu anjo, liberte-se! Seu sofrimento acabou, você foi forte demais, seu legado continua sua história jamais vai ser apagada descanse em paz".

Entenda o caso

Tudo começou quando Guilherme comprou uma garrafa de gin em uma adega próxima a sua casa. Ao ingerir, segundo relatos de familiares, ele começou a passar mal, afirmando que estava com a visão turva e embassada.

No hospital, sofreu diversas paradas cardíacas e apresentou diversas sequelas.
Guilherme trabalhava, era pai de um menino, esportista e queria ser cantor.

O velório contou com a presença de familiares e amigos, incluindo Helena, mãe de Rafael Anjos Martins, e Sheily, irmã de Wesley Neves Pereira. Os dois também foram vítimas de intoxicação por metanol após ingerirem bebidas adulteradas.

Metanol faz vítimas

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente divulgado pelo Governo de São Paulo nesta segunda-feira (15), antes da confirmação da morte de Guilherme, haviam sido registrados 54 casos de intoxicação por metanol desde 2025, com 12 mortes confirmadas.

Com a inclusão da morte de Guilherme, o número de óbitos associados aos casos de intoxicação por metanol passaria para 13.

Entre as vítimas fatais estão quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos moradores da capital paulista; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo; dois homens e uma mulher de 27 anos residentes em Osasco; um homem de 37 anos de Jundiaí; um homem de 26 anos de Sorocaba; e outro homem de 26 anos de Mauá.

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