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Corrupção: Delegado da PF é preso em SP após divulgar informações sigilosas

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Segundo a PF, o delegado fazia parte de um esquema de corrupção e trocava informações sigilosas de várias operações da corporação  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/PF
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 19/08/2026, às 10h05



A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Sinon para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo o fornecimento de informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras dentro da própria corporação.

Um delegado da PF é um dos principais alvos da operação.

Segundo os investigadores, José Navas Júnior teria usado, desde 2023, a função e o acesso a sistemas corporativos da instituição para realizar consultas direcionadas sobre pessoas e procedimentos que eram alvo de investigações.

De acordo com o g1, as informações obtidas nas consultas teriam sido repassadas a investigados, permitindo que eles adotassem medidas para dificultar ou até mesmo frustrar diligências policiais.

Delegado teria usado sistemas da PF para acessar informações

A investigação aponta que os supostos vazamentos poderiam beneficiar organizações criminosas envolvidas em diferentes tipos de crimes, incluindo contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos.

Além do delegado, dois empresários e advogados também são investigados. Segundo a PF, eles teriam atuado como intermediários no pagamento pelas informações sigilosas.

Os dois empresários já eram alvo de investigações da Polícia Federal e, conforme a apuração, teriam pago pelos dados obtidos por meio do acesso aos sistemas da corporação.

Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens relacionados à investigação.

As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.

Justiça suspende delegado do cargo

Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra José Navas Júnior. Entre elas estão a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

A investigação apura possíveis crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, as diligências continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos que teriam sido movimentados e dimensionar os possíveis prejuízos provocados às investigações afetadas pelos supostos vazamentos.

O delegado é considerado investigado, e as suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do processo.

A defesa de José Navas Júnior ainda não havia sido localizada.

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