Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 16/09/2026, às 15h55
Os advogados que defendem o empresário Ronaldo dos Santos Vivaqua, 63, apontado como um dos sócios da da construtora New Home, responsável pela obra na Penha, Zona Leste de São Paulo, cujo prédio desabou e marou seis pessoas, vai pedir à Justiça que revogue a prisão dele ocorrida no último domingo (13).
Segundo a defesa, a prisão temporária não reúne os requisitos necessários. De acordo com os advogados Victor Pegoraro e Gabriella Silvestre, o empresário possui residência fixa, atividade profissional lícita, não integra o quadro societário nem exerce a gestão da empresa. As informações são do Metrópoles.
Os advogados também alegam que o empresário já prestou depoimento à polícia e segue à disposição da Justiça, portanto a prisão não seria necessária para a investigação. OS advogados argumentam também que o empresário possui graves problemas de saúde.
A Controladoria-Geral do Município (CGM) abriu uma investigação para apurar a fiscalização realizada no local e as circunstâncias envolvendo o documento que apontava a demolição.
A servidora da Subprefeitura da Penha responsável por assinar o documento, Viviane Rodrigues de Palma, foi afastada por 30 dias enquanto a Prefeitura investiga como o registro foi elaborado.
A Polícia Civil também apura o desabamento e realiza diligências para identificar os responsáveis pela construção. Segundo Ricardo Nunes, os proprietários da obra são pai e filho, sendo que o filho também seria o engenheiro responsável tecnicamente pelo projeto.
A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º DP e responsável pela investigação, afirmou que a polícia pretende esclarecer se o desabamento poderia ter sido evitado e identificar eventuais responsáveis.
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