Polícia
Publicado em 31/08/2026, às 07h13 - Atualizado às 07h18 Natane Ramos
No último sábado (29), o tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso por suspeita de integrar uma organização criminosa que fazia segurança privada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O tenente-coronel era o único dos quatro policiais militares contra os quais o Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia por ligação à organização criminosa que ainda permanecia solto. Flores se apresentou após a Justiça expedir o mandado de prisão. O suspeito está detido no Presídio Militar Romão Gomes.
O esquema utilizava o treinamento e as armas da PM, incluindo integrantes da Rota, para realizar a rança dos executivos da empresa. De acordo com a investigação, era Flores quem gerenciava empresas de segurança em nome de parentes, usados como “laranjas”, e determinava a emissão de notas frias.
Além do tenente-coronel Flores, o capitão da PM Alexandre Paulino Vieira também foi apontado como envolvido no esquema, segundo o MPSP, ele atuava como coordenador operacional da ação criminosa. Logo os sargentos PM Cezário e Nereu executavam a escolta armada e a vigilância.
A defesa de Nereu Aparecido Alves afirma que o sargento nunca integrou ou participou da organização criminosa, declarando as acusações descabidas. Durante a investigação, R$ 1,18 milhão foram apreendidos e os advogados afirmaram que a quantia pertencia ao empresário Ricardo Barnabé, para quem Nereu prestava serviços.
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