Polícia
por Marcela Guimarães
Publicado em 27/03/2026, às 09h50
A Polícia Civil localizou e desarticulou, na última quinta-feira (26), um imóvel utilizado como base para aplicação do chamado golpe do “falso advogado” em Suzano, na Grande São Paulo.
A ação terminou com dez pessoas presas em flagrante, com idades entre 18 e 48 anos.
A investigação teve início após uma denúncia anônima. Ao chegarem ao local, no Jardim das Flores, os policiais encontraram os suspeitos em plena execução do esquema.
Durante a abordagem, parte do grupo tentou danificar equipamentos eletrônicos na tentativa de eliminar provas.
No endereço, os agentes recolheram diversos itens usados nas fraudes, incluindo 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações detalhadas. Os registros indicavam roteiros prontos utilizados para abordar e convencer as vítimas.
De acordo com a apuração, os criminosos informavam que as vítimas teriam valores a receber de supostos processos judiciais.
Em seguida, solicitavam pagamentos para “liberar” o dinheiro. O grupo operava com scripts padronizados e utilizava uma base de dados com informações pessoais, o que aumentava a credibilidade da abordagem.
Todo o material apreendido será analisado em perícia para aprofundar as investigações. As informações são da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).
Os dez detidos, nove homens e uma mulher, foram levados ao 1º Distrito Policial (DP) de Itaquaquecetuba, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização.
Um dia antes, na quarta-feira (25), a Polícia Civil já havia desmontado outra central semelhante na zona leste da capital paulista, em Ermelino Matarazzo. Na ocasião, 16 pessoas foram presas.
A equipe da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) chegou ao local após uma denúncia anônima.
Os investigadores identificaram movimentação suspeita no imóvel e abordaram um dos envolvidos, que confirmou o funcionamento de uma central equipada com diversos computadores.
Nos fundos da residência, várias pessoas foram flagradas operando notebooks. Em um dos aparelhos, os policiais encontraram uma conversa com o envio de um comprovante de R$ 1,3 mil feito por uma vítima.
A checagem apontou que já havia um boletim de ocorrência registrado relacionado ao golpe do “falso advogado”.
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