Polícia

Homem é preso por envolvimento em morte atribuída ao tribunal do crime em Guarujá

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Vítima desapareceu após o réveillon e teria sido executada por integrantes de facção criminosa rival  |   BNews SP - Divulgação Crédito: Reprodução
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 26/04/2026, às 14h48



Um homem de 50 anos foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento e morte de uma jovem de 20 anos, em Guarujá. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria sido executada em um chamado “tribunal do crime”, ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), sob suspeita de manter vínculos com o grupo rival Comando Vermelho (CV).

Prisão ocorreu durante operação policial e suspeito era procurado pela Justiça

O suspeito, identificado como Alexandre Barros Neves, foi detido na tarde de sexta-feira (24), após policiais militares verificarem que havia um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele. A abordagem ocorreu durante uma ação de rotina voltada à prevenção de roubos na região.

Segundo o Ministério Público, o homem exercia papel ativo na organização criminosa e teria participado da identificação e perseguição da vítima. As investigações indicam que ele teria iniciado a busca pela jovem e compartilhado informações sobre sua localização com outros integrantes do grupo.

Além dele, outras cinco pessoas já foram presas por suspeita de participação no crime. Entre os envolvidos estariam um motorista de aplicativo e um casal, apontados como responsáveis por auxiliar no sequestro e na execução da vítima.

Jovem desapareceu após o réveillon e corpo ainda não foi encontrado

A vítima, Maria Eduarda Cordeiro da Silva, desapareceu no dia 2 de janeiro, poucos dias após as festas de fim de ano. A morte foi confirmada pela polícia em fevereiro, com base em depoimentos de testemunhas, análise do sinal do celular e características do crime, mesmo sem a localização do corpo.

De acordo com as investigações, a jovem teria sido sequestrada junto com o namorado, que acabou sendo liberado posteriormente. A principal linha investigativa aponta que ela foi alvo da facção criminosa após publicar, nas redes sociais, imagens com armas de fogo e conteúdos associados ao grupo rival.

Familiares informaram que Maria Eduarda havia se mudado recentemente de Curitiba para o litoral paulista e estava trabalhando na praia quando desapareceu. A polícia segue realizando buscas para localizar o corpo e esclarecer todos os detalhes do caso.

Classificação Indicativa: Livre

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