Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 05/06/2026, às 13h04
Leandro Basílio Rodrigues, o Maníaco de Guarulhos, iniciou sua trajetória criminosa aos 17 anos, em Minas Gerais, onde fez sua primeira vítima: uma jovem loira nunca identificada. Segundo o criminoso, o ato foi cometido perto da casa onde morava com o pai.
Pouco tempo depois, em um ato de extrema perversidade, asfixiou a própria namorada, ateou fogo ao corpo em plena via pública e alegou aos vizinhos que queimava lixo, seguindo para o trabalho normalmente após o crime.
Por ser menor de idade, foi enviado para uma instituição de reabilitação, quando fugiu para o estado de São Paulo.
Após a fuga, Leandro se estabeleceu em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, onde deu início a uma série de assassinatos.
O criminoso escolhia alvos específicos: mulheres em extrema vulnerabilidade social e usuárias de substâncias químicas. Ele atraía as vítimas oferecendo drogas e, ao conduzi-las para locais completamente desertos, as asfixiava até a morte.
De acordo com o g1, uma das características mais perversas de seu comportamento era a necrofilia; após assassinar as mulheres, ele estuprava seus cadáveres.
De acordo com os laudos periciais, Leandro chegou a cometer os estupros enquanto algumas das vítimas ainda estavam vivas. Essa conduta violenta foi repetida diversas vezes em territórios paulista, mineiro e fluminense.
Inicialmente, ele admitiu cometer alguns dos crimes, mas depois se retratou, alegando ter sido torturado pela polícia.
Em depoimento às autoridades, o próprio Leandro confessou ter assassinado mais de 50 mulheres entre os anos de 2006 e 2008.
No entanto, devido à ausência de vestígios e às dificuldades de identificação dos corpos, a maior parte dos homicídios relatados nunca foi comprovada oficialmente pela investigação policial.
Diante dos crimes que foram tecnicamente comprovados e materializados pela Justiça, o réu foi considerado de alta periculosidade e acabou condenado a uma pena que ultrapassa os 100 anos de reclusão.
Segundo informações do Ministério Público do estado, Leandro segue preso em regime fechado desde 2008, cumprindo a pena no sistema prisional de São Paulo.
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